Resenhas

RESENHA: A Luva de Cobre (Magisterium #2), de Cassandra Clare e Holly Black.

Saiba minha opinião sobre A Luva de Cobre, segundo volume da série Magisterium, de Cassandra Clare e Holly Black.

Livro: A Luva de Cobre (Magisterium #2)

Autoras: Cassandra Clare e Holly Black.

Páginas: 304.

Editora: Galera Júnior.

Lido em: 3 dias.

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Sinopse:

Um universo repleto de intrigas, onde crianças aprimoram seus poderes em uma escola de magia chamada Magisterium, com Mestres que temem a volta do mago mais poderoso, e ambicioso, de todos os tempos, o Inimigo da Morte. Nesse volume, o aprendiz de mago Callum Hunt precisa encontrar uma antiga arma mágica roubada do Magisterium. A luva de cobre é capaz de arrancar a magia de uma pessoa e destruí-la completamente. Ao mesmo tempo, ele tem de decidir se conta aos amigos que, dentro dele, vive a alma do Inimigo da Morte, apenas à espera do momento perfeito para retomar sua escalada pelo poder.

Depois de mais de um ano que eu falei do primeiro livro da série Magisterium, O Desafio de Ferro, agora venho falar da sequência, A Luva de Cobre.

Bem, é um livro juvenil e eu sempre fui colocando isso em mente. Não é um problema para mim, o que não tornou minha leitura tão agradável é que eu achei tudo tão genérico…

Sério, não tem nada muito original no livro. Não que no primeiro tivesse, mas aqui eu achei mais escrachado. A inspiração em Harry Potter, assim como falei em O Homem de Giz, parece mais cópia do que inspiração de fato.

A questão do Call fugir de casa e ir passar o restante das férias em casa de amigo, ele tendo parte do mal dentro dele e entendendo uma linguagem própria deste, os reconhecimentos no final… Foi tudo tão Câmara Secreta.

Foi algo que desde o início eu já fui pescando e me incomodou. Achei o primeiro livro mais fácil de ler.

Acredito que meu tempo, definitivamente, tenha passado também. Porque não era uma leitura que eu fazia muita questão de prestar atenção. Fui empurrando com a barriga do início ao fim, achando muitas coisas bem bobinhas.

Não senti um grande risco na parte da batalha final, o clímax não me afetou, por assim dizer. O finzinho do embate até salva, mas no momento que as crianças chegam lá e encontram o Inimigo, eu estava quase dormindo lendo.

Mas o livro não é um desastre, não pensem isso.

A escrita é bem simples e divertida, dá para ler super rápido. As letras são grandes e a própria narrativa se mostra fluida, ligeira. Essa rapidez nem sempre se mostra acertada (algumas situações podiam ser mais desenvolvidas), mas no geral, ajuda na ação.

Os personagens são um tanto rasos por ser um livro juvenil, mas você consegue se apegar a eles, que têm carisma.

A edição é lindíssima, com várias ilustrações e enfeites no início de cada capítulo. Uma diagramação tão bem feita que certamente vale o dinheiro que você gasta com a obra.

E o desfecho te deixa com gostinho de quero mais. Eu fiquei com muita vontade de comprar o terceiro livro, mesmo que esse volume não tenha me agradado tanto assim.

Afinal, o enredo é interessante. Está um tanto saturado por ser pouco original, mas fica aquela questão, será que Holly Black e Cassandra Clare conseguiram deixar a coisa diferente do que se espera? Nesse livro não foi o caso, mas no primeiro eu achei todos os ocorridos do desfecho bem interessantes, então pode acontecer de novo nos próximos livros.

Tirando o fato de que ambas são escritoras que gostam de uns plot twists, então, a gente pode até imaginar o que esperar, mas talvez seja bem diferente disso. Só fico meio assim por ser para um público mais jovem, isso acaba por limitá-las, mas sendo Cassandra minha autora favorita, tenho fé no que ela pode fazer.

Aliás, uma coisa já há de se destacar por ser diferente. Harry tem uma parte da alma de Voldemort, Call tem a alma inteira do grande vilão, ao menos pelo o que sabemos até aqui, e mesmo assim ele não pensa em fazer o mal, pelo contrário, tenta se livrar disso com toda a garra.

Se uma pessoa viver duas vezes, obtendo experiências divergentes, ela segue caminho diverso ou igual? O mal realmente nasce na gente ou se desenvolve com a vivência?

São questionamentos intrigantes que eu gostei de ver e refletir sobre.

Para o público alvo, com certeza é uma leitura ótima. Por eles, presumidamente, terem lido menos livros e conhecidos menos materiais do gênero, acredito que a experiência seria ainda melhor que a minha. A Luva de Cobre é uma aventura cheia de morais sobre família, amor e amizade. Um livro ágil, fofo que não tem nada de novo, mas nem por isso se torna ruim.

Ele traz algumas perguntas, te diverte e instiga nos pontos certos. Para mim, foi bom.

Não sei se seguirei a série, mas penso que é uma indicação válida para o público alvo.

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