Resenhas Terror

RESENHA: A Paciente Silenciosa, de Alex Michaelides.

Saiba minha opinião sobre A Paciente Silenciosa, de Alex Michaelides.

Livro: A Paciente Silenciosa.

Autor: Alex Michaelides.

Páginas: 350.

Editora: Record.

Lido em: 3 dias.

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Sinopse:

Um assassinato, uma verdade oculta. As raízes do silêncio são muito mais profundas do que se pode imaginar.
Alicia Berenson escreve um diário para colocar suas ideias em ordem. Ele é tanto uma válvula de escape quanto uma forma de provar ao seu adorado marido que está bem. Ela não consegue suportar conviver com a ideia de que está deixando Gabriel preocupado, de que está lhe causando algum mal.
Alicia Berenson tinha 33 anos quando matou seu marido com cinco tiros. E nunca mais disse uma palavra. O psicoterapeuta forense Theo Faber está convencido de que é capaz de tratar Alicia, depois de tantos outros falharem. E, se ela falar, ele será capaz de ouvir a verdade?

Um livro narrado em primeira pessoa com a visão de um terapeuta e de seu objeto de interesse, uma mulher que foi sentenciada por matar o marido, e desde o ocorrido não fala nada.

Uma narrativa simples, porém eficiente, te faz querer saber de tudo e continuar a leitura até o fim. Isso é A Paciente Silenciosa. Um livro que te prende desde seu princípio com uma premissa extremamente intrigante.

Li com extrema facilidade, acredito que dê para ler em um dia, porque você quer saber o que acontece, como será a investigação de Theo, o que mais ele irá descobrir. Um ponto bem interessante que o livro abordou foi como a polícia pode ser incompetente e tendenciosa, fazendo uma investigação nas coxas e culpando o lado mais óbvio.

Isso acontece muito, mas vejo poucos livros retratando. Eu vou até indicar um caso bastante conhecido e controverso pra vocês verem o quanto a investigação pode ser manipulada: Caso Aline Soares, de Ouro Preto. Chega a dar um mal estar, de tão mal investigado que foi o caso.

Como eu adoro Direito Penal, é claro que esse livro foi incrível para mim. Me envolvi demais e acho que o autor conseguiu retratar tudo muito bem. Para quem pensou que fosse ser diferentona, nesse caso fui com a maioria, achei uma leitura surpreendente e maravilhosa.

Eu só acho que assim… Particularmente, uma coisa que me incomoda, é esse negócio de diário, a pessoa lembrando com exatidão cada conversa e reação de outra pessoa. Eu sei que é pra ajudar no enredo, mas não me convence. É uma particularidade minha, que, porém, não incomoda a todos. Só estou citando caso alguém se identifique, não chega a atrapalhar a experiência nem nada assim, mas diálogos sendo retratados em diários é algo que realmente não me soa natural. Chatice minha.

No restante, a narrativa é o ponto principal onde o autor acerta em cheio. Gostei de tudo, dos suspenses e mistérios que ele jogava para que os leitores ficassem na aflição para obterem respostas, do instinto investigativo do protagonista (que muitos vão se identificar), da agilidade em que as coisas vão se sucedendo… Eu nem via as páginas passarem! Quando ia checar, já tinha lido 100 páginas sem nem sentir.

Tem várias partes que podem parecer despropositadas no enredo, mas não se preocupem que está tudo interligado de uma forma bizarra.

Logo que eu comecei a ler o livro, já pensei na possibilidade que veio a se mostrar como o plot twist dele (eu sempre levanto essa mesma hipótese para todos os suspenses ou romances policiais). Com o passar das páginas me afastei disso, mas quando descobri, embora tenha ficado bastante surpresa, sem demora já me comedi.

Não que isso diminua o choque. Eu fiquei confusa desde o momento em que tudo se revela até a última página, já pensando em reler pra conseguir encaixar todas as peças, hahaha. Estou um tanto impactada até agora e, sem dúvidas, irei reler esse livro. Preciso que meu cérebro coloque tudo em ordem para eu entender as coisas em suas totalidades, algumas me pareceram furos. Ao mesmo tempo que imagino não ser, é apenas tudo tão diferente do que se mostra (por assim dizer) que nossa cabeça demora para assimilar. Então estou realmente bem confusa.

Como podem perceber… É um livro que mexe com a gente. Deixa nosso cérebro confuso e acho isso fascinante.

Cheguei a sentir medo pelo suspense em algumas partes do diário da Alicia, e o modo como o autor foi colocando pequenas pistas quase imperceptíveis sobre o que realmente aconteceu… Uh, Girl! É super empolgante. Lembrar de tudo agora me deixa bem animada para uma releitura!

A construção de personagens é bem interessante, são figuras cheias de camadas e o desenvolvimento psicológico deles é excelente. A linha do tempo montada é outra coisa muito intrigante do enredo, só posso dizer isso.

É mais um livro que dá para reconhecer vários tópicos do Direito Penal nele, e eu amo isso, simplesmente.

Aliás, agora vamos para mais uma aula de direito com a Tia Thai, que nem se formou ainda, mas já é tão insuportável quanto um bacharel em Direito: da série, confusão de roubo/furto, vem aí, gente achando que homicídio é infanticídio. Infanticídio não é matar uma criança, na verdade este é um crime bastante específico. Sua tipificação diz que é uma mãe, em estado puerperal (e somente dessa forma), matar o próprio filho, recém-nascido. Se passou do estado puerperal, se não é a mãe, se já é uma criança com meses ou anos, é homicídio! (Tem alguns nuances relacionados a coautoria, mas que não influenciam no caso, e nem são muito usados no próprio Direito Penal) Só isso mesmo. Logo pretendo criar um blog sobre direito para leigos, por enquanto vou ficar reclamando dessas traduções mal feitas por aqui mesmo e vocês vão ter que me aguentar, hahaha.

Conhecimento é tudo.

E esse livro também é tudo. Não consigo encontrar um defeito de fato e espero que quem chegue a ler no futuro se agrade tanto quanto eu.

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