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Duas palavras para eliminar e mudar a escrita completamente

Todo mundo conhece alguém que escreve super bem e alguém que escreve super mal. Não estou levando em consideração a grafia das palavras, mas sim como a pessoa junta tudo e forma um texto.

A questão é que escrita faz parte da vida. Em algum momento você terá que escrever uma redação para o ENEM, um texto científico, um e-mail para alguém importante. Quando isso acontecer, você terá que utilizar uma linguagem mais formal e a última coisa que você quer é passar vergonha escrevendo mal.

Aqui no blog, não me preocupo em escrever formalmente. Boa parte do nosso público possui em torno de 20 e 30 anos, o que torna uma besteira ficar usando mesóclise. Mas sim, eu sei escrever bem quando quero (e preciso).

Já comentei algumas vezes aqui, mas, para quem não sabe, fiz um curso de redação ano passado. Mesmo sendo um curso voltado para redações do ENEM, ainda assim foi uma experiência que mudou muito minha forma de escrever.

Por isso, decidi fazer esse post compartilhando a dica mais importante para mim, a que mais me ajudou. Minha professora me mataria se soubesse que estou fazendo isso porque é um grande diferencial dela, mas me sinto na obrigação de auxiliar todos aqueles que precisam.

Elimine o “que” e o “é”

Leia novamente as frases que escrevi anteriormente e me diga quantas vezes escrevi a palavra “que”. Essa palavra serve para muitas coisas e pode ser utilizada nas mais diversas situações. Por isso, é fácil ficar constantemente reescrevendo ela em tudo quanto é canto possível, o tal do “queismo”. Porém, sabemos que não é nada bom ficar utilizando termos repetidos.

Outro problema que o “que” tem é que ele nos permite utilizar as palavras de uma forma mais fácil. Elimina-lo ou utiliza-lo o mínimo possível te obriga a reescrever as frases completamente e, na maioria das vezes, elas ficam muito melhores.

Além disso, também tem o “é”. Essa palavra não torna o texto tão repetitivo por ser um verbo. Isso faz com que ela possa ser conjugada de várias formas e tempos diferentes. Entretanto, eliminar essa palavra também torna possível adaptar as frases e utilizar outros termos que deixam o texto com uma cara muito melhor.

No começo era difícil. Virou hábito sair marcando essas duas palavrinhas ao longo dos meus textos. Eu já costumava marcar algumas partes mais repetidas e evitar alguns termos de uso comum, mas depois de descobrir essa história de “que” e “é”, meus textos pareciam fantasias de carnaval.

A verdade é que, com o tempo, isso se tornou uma coisa fácil de fazer. Não preciso ficar grifando tudo agora para saber quais precisam ser retirados e quais podem ficar. E, muitas vezes, faço isso enquanto estou escrevendo o rascunho.

É possível eliminar todos?

Não. Simplesmente não há como. É importante eliminar o maior número possível para evitar repetições, mas não utilizar nenhuma vez deixa o texto um pouco sem sentido e, algumas vezes, passa a impressão de ser algo muito falso.

Esse é um dos motivos de eu não utilizar uma linguagem muito formal aqui. Eu poderia, sem problema algum, mas esse blog serve mais como uma conversa, não como um TCC e muito menos com uma redação do ENEM!

Como substituir?

Para mostrar como fazer isso, por que não dar um exemplo? Para isso, peguei um dos parágrafos do nosso post com as metas de maio. Um texto informal que será transformado em um mais formal apenas tirando as palavras que falei antes e adaptando o texto ao redor.

Também tenho as leituras coletivas. A primeira, que já estou atrasada, mas que estou continuando por conta própria é Harry Potter. Chegou a hora de encarar o maior e mais pesado, Ordem da Fênix. E a segunda leitura coletiva é uma que começa esse mês criada pela Thai. Vamos ler a série A Seleção. Não vou negar que estou com um pouco de medo de ler e não achar tão maravilhoso quanto na primeira vez, mas vamos ver no que dá.


Também tenho as leituras coletivas. A primeira, já atrasada, a qual continuo por contra própria, Harry Potter. Chegou a hora de encarar o maior e mais pesado, Ordem da Fênix. E a segunda leitura coletiva, iniciada esse mês, criada pela Thai. Vamos ler a série A Seleção. Não vou negar estar com um pouco de medo de ler e não achar tão maravilhoso quanto na primeira vez, mas vamos ver onde dá.

Transformei cinco “ques” e duas variações do verbo “ser” em apenas uma variação. Claro que o assunto não ajuda, o parágrafo é pequeno e existem várias outras expressões bastante informais que devem ser evitadas. “Vamos ler”, “vamos ver”, não é o jeito mais correto do mundo de escrever/falar, sei bem disso, mas queria apenas mostrar como tirar aquelas duas palavras alteram bastante a concepção do texto.

Este post também é um teste. Quero ver como as pessoas vão reagir a dicas de escrita ao invés de falar sobre livros já prontos. E claro, quem tiver outras dicas para escrever melhor, os comentários estão aí para isso!

6 comentários

  1. Boas dicas mesmo, depois de escrever um texto eu geralmente faço uma revisão e tento alterar uns “que”. Também tento jogar fora alguns “estar”, “estavam”, etc 😀

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