Resenhas

RESENHA: Perdida (#1), de Carina Rissi.

Saiba minha opinião sobre o livro Perdida, primeiro da série de mesmo nome.

Livro: Perdida (Perdida #1).

Autora: Carina Rissi.

Páginas: 364.

Editora: Verus.

Lido em: 2 dias.

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Sinopse:

Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo e lindo Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos…

Semana passada eu publiquei uma resenha de Prometida, o quarto livro da série Perdida, e percebi que seria interessante trazer a resenha do primeiro livro, o que deu origem a tudo, para deixar as resenhas organizadinhas e completas.

Para começar, faz um tempão que eu li, não está mais tão quentinho em minha mente, mas eu lembro bem minhas reações enquanto lia, prometo ser bastante justa em minhas colocações, mesmo com esse pormenor.

Esse foi meu segundo contato com a Carina. Antes disso, vários anos antes, lá em 2014, eu li Procura-se um Marido, um livro que não me agradou muito e se tornou esquecível com o decorrer do tempo.

Perdida foi um pouco diferente, mesmo tendo sido escrito antes, a escrita dela estava bem melhor, mais envolvente e direta. Esse é o único livro da Carina que não vi tanta encheção de linguiça, pelo contrário, ele é bem conciso. Também é muito divertido, eu não nego isso, o meu problema é com comédia forçada pastelão. Isso me incomoda.

Colocar situações estapafúrdias que nenhum ser humano minimamente inteligente se meteria só para tentar deixar engraçado. É uma coisa tão idiota, e a autora usa e abuso disso.

A Sofia, não só se mete nessas situações forçadas ao extremo, como tem uma personalidade intragável. Ela é tola, já leu obras da Jane Austen, admira, mas não sabe como se portar no século XIX! Prefere agir como uma retardada e deixar clara a anormalidade de sua presença e atos.

Isso não seria um problema, se ela não fosse fã da Jane Austen, como a Carina ressalta do início ao fim, mas ela é, e isso estraga tudo!

Porque ou ele é muito burra, ou ela gosta que os outros olhem para ela como se tivesse problema mental mesmo. Não dá pra entender!

Eu sei que a Carina quis tirar comédia disso, mas honestamente, comédia a gente tira com naturalidade (ao mínimo que seja) e realismo. Usar palavreados modernos foi outro tiro no pé, porque os palavreados usados para mostrar essa modernidade, não são nada modernos. Nenhum jovem dos anos 2010 falava daquele jeito. Só na cabeça da autora mesmo.

São inconsistências bobinhas que eu não consigo perdoar e não é porque eu sou chata, mas porque esperava uma coisa grandiosa e bem feita considerando a fama irredutível dessa obra, o que não encontrei.

Por outro lado, também há decisões que podem parecer desnecessárias, mas eu apoio completamente, como a eliminação da escravidão no enredo (na década de 30 do século XIX, a escravidão ainda existia), não combinaria com o clima, é um chick-lit, mesmo sendo bastante diferenciado, simplesmente seria incabível. Então foi uma atitude acertada e eu não vou criticar.

Ian também é um acerto inegável dessa série. Ele carrega esses livros nas costas, sendo aquele homem que qualquer mulher iria querer. Eu o adoro! Um crush literário absolutamente sem defeitos. Pelo menos bons mocinhos a Carina sabe criar. Isso há de se exaltar.

Os personagens secundários também são muito queridos e amáveis. Elisa é maravilhosa, Madalena e os outros empregados são super divertidos… O único e exclusivo problema no quesito personagens, de fato, é a protagonista. Já falei o bastante dela, né? Nem preciso de mais adjetivos para definir o quanto ela é uma pedra no sapato.

Mas seguindo adiante, falei, falei e esqueci de ressaltar algo muito importante, que é a forma que a Carina leva esse enredo: de modo super leve que, acredito, dê pra ler em um dia facilmente, porque te instiga a isso.

Mesmo não sendo aquele enredo de plot twists incríveis, você sente vontade de saber o desenrolar das coisas.

Apesar dos pesares, é um livro que não se leva a sério e dá para soltar um risinho ou outro, sim. Você tem que começar a ler sabendo que é uma leitura água com açúcar, bobinha e superficial, que, porém tem seu valor, com uma pesquisa bem legal quanto ao passado e um mocinho de arrancar os mais profundos suspiros de encantamento.

Vale a leitura. A minha nota real é 3,5 🌟 mas como aqui no blog não temos os 0,5, vou deixar com 3. Porque é um livro bom, mas também não é tudo isso que pintam por aí, não.

[Meu Skoob para quem quer estar por dentro de minhas próximas leituras]

2 comentários

  1. Como você diz, opinião cada um tem a sua. Mas talvez você tenha uma explicação para o sucesso da Carina. Fico me perguntando: por que será?

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  2. Uma pitada de sorte (que a fez ser reconhecida na época que só publicava na internet) e um marketing pesadíssimo da editora dela, que é a maior do país.
    Sucesso não é definição de muita coisa, na verdade. Se fosse, After da Anna Todd seria o melhor livro já escrito, sendo que é terrível e ofensivo, romantizando uma relação abusiva.

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