Resenhas

RESENHA: O Código da Vinci, de Dan Brown.

Saiba minha opinião sobre O Código da Vinci, de Dan Brown.

Livro: O Código da Vinci

Autor: Dan Brown.

Páginas: 312.

Editora: Arqueiro.

Lido em: 3 dias.

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Sinopse:

Um assassinato dentro do Museu do Louvre traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo.
Com a ajuda da criptógrafa Sophie Neveu, o professor de Simbologia Robert Langdon segue pistas ocultas nas obras de Leonardo Da Vinci e se debruça sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental – do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal.
Mesclando os ingredientes de um envolvente suspense com informações sobre obras de arte, documentos e rituais secretos, O Código Da Vinci consagrou Dan Brown como um dos autores mais brilhantes da atualidade e agora chega em nova versão, especialmente preparada para o público jovem, com fotos coloridas que enriquecem ainda mais o livro.

Há pouco mais de dois anos, eu li Anjos e Demônios, que foi meu primeiro contato com o Dan Brown.

Eu gostei, só me irritou um pouco as partes que envolviam física, porque eu nunca gostei e no livro me incomodava por não entender.

Enfim, não é uma resenha sobre esse livro, se vocês quiserem saber minha opinião na íntegra, peçam aqui nos comentários.

Quanto a Código da Vinci, eu achei muito mais aprazível para ler e acompanhar, desde o início já começa envolvente e pouquíssimas vezes perde o ritmo.

É um livro narrado em terceira pessoa onde se varia entre a visão dos personagens principais, por assim dizer, e dos vilões, digamos. É uma forma interessante, sem dúvidas, torna o mistério mais palpável. A escrita é ótima, deixando a descrição para momentos estritamente necessários para ambientação ou similares. Há algumas frases complexas que embolam no cérebro, mas basta reler uma vez e você já compreende melhor.

Um ponto que eu acho que destaca as obras do autor, é o dele entrelaçar tão bem realidade com ficção, que você se pergunta se as coisas que ele inventa no enredo são reais ou só ideias muito realistas e bem pensadas. É difícil definir onde a realidade acaba e a ficção começa, o que torna a obra imensamente empolgante, porque te faz sentir que poderia muito bem ser um caso que realmente aconteceu.

As pesquisas são nítidas e bem executadas, Dan Brown é claramente muito inteligente e coloca suas erudições na escrita. Além de questionar “verdades universais”, outro tópico que certamente deixa suas obras em destaque. Poucos teriam coragem de pegar dogmas cristãos e dissecá-los, mostrando que podem estar errados, Brown tem essa ousadia e eu adoro isso. É algo que, para mim, exalta muito a experiência de leitura e até mesmo de conhecimento.

Ele até me traz vontade de estudar mais de teologia e sobre a igreja católica. Acredito que não seja um livro para fanáticos religiosos (eu não penso que esse tipo de gente leia livros do tipo, mas… é bom estar ressaltando), é para quem permite que as próprias crenças sejam questionadas.

Mostra-se como uma espécie de romance policial bastante intrigante, daqueles que acontece tudo em uma única noite. É eletrizante e te faz querer desvendar cada enigma que é apresentado. Quando você vai descobrindo as coisas então… Ao mesmo tempo que você fica animada também fica super confusa! É um livro de grandes plot twists e não me surpreende toda sua fama. É merecida.

Langdon tem um pouco menos de relevância nesse livro, ele ainda é o protagonista, mas é muito mais interessante você olhar as coisas pelos olhos de Sophie, que é completamente leiga quanto as revelações. Eu gostei dela, é uma mulher forte que faria de tudo pela verdade, mesmo que eu não tenha compreendido muito bem o motivo dela ter cortado relações com o avô.

O Robert eu já acho meio morto desde o primeiro livro, agora então… Se não fosse pelos outros fazendo as coisas por ele, ele estaria ferrado. Parece o Harry em Harry Potter. Ele possui muita erudição, isso é verdade, mas ele explica as coisas de modo tão fraco, que me surpreende ele ser professor.

Na maior parte das vezes a Sophie só entendia os tópicos graças a personagens secundários.

Enfim, no fim das contas não é algo que realmente incomode muito, já que o enredo é tão intrigante que a última coisa com que você vai se preocupar é a falta de carisma do protagonista. Dá para relevar facilmente.

O desfecho é sensacional. Diferente de Anjos e Demônios, aqui eu não descobri quem estava por trás de tudo. Aprovei essa ocorrência, pois gosto de ser surpreendida. Não é algo impossível de ser descoberto, mas certamente é mais difícil que no outro livro, que se você sabe o significado do nome que o vilão assume, já mata tudo. A reviravolta final também me agradou, embora esta, eu já esperasse.

É uma obra completa e muito gostosa de se ler. Fazia algum tempo que eu não lia um livro nesse estilo, o qual eu nem via as horas passando. Fica mais que indicado, muitos de vocês já devem ter lido, mas quem não leu, vale a pena, viu?

Antes de terminar a resenha, eu também preciso elogiar essa versão do livro. Não é sempre que a editora acerta nas diagramações, mas aqui ficou satisfatório e a parte das imagens (que só tem nessa edição específica) enriquece muito a leitura, porque, mesmo conhecendo as pinturas de da Vinci, elas não são tão claras assim na minha mente, com exceção de Monalisa. Ter no próprio livro para você checar no momento em que quiser, é muito bom. Você não precisa sair do foco da leitura para pesquisar no Google, fica tudo junto, sendo ótimo e prático.

5 estrelas

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