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Filme X Livro [11]: O Cemitério (2019)

Comparando o livro de O Cemitério com a adaptação de 2019.
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Há alguns meses atrás eu fiz a primeira comparação desse livro, mas no caso, havia sido com o filme de 1989, agora eu tive a oportunidade (finalmente!) de assistir ao filme mais recente, de 2019, e optei por vir aqui falar sobre essa adaptação também, que diverge bastante do material original.

Eu aconselho, inclusive, que primeiro vocês leiam o outro post, por ter toda uma introdução e a resenha do livro, para isso, cliquem aqui.

Os dois filmes são bem diferentes entre si, para começar, esse diverge em vários pontos do próprio livro. Não é Ellie quem conhece Jud, na verdade, o primeiro a ter contato com ele é o Louis, quando eles chegam na casa nova. E coitada da Norma, falando nisso. Em um filme, fingiram que ela não existia, no outro, a mataram antes do tempo. Não que ela fosse uma personagem de grande destaque, mas poxa, merecia certa atenção, né?

Rachel não estava presente quando Church morre, na verdade, ela estava viajando com as crianças. Apenas Louis e Jud que presenciaram a morte do gato e seu enterro no cemitério.

Quem morre no acidente? Gage, não Ellie! Não sei definir o que achei dessa decisão de trocar as crianças. Toda a questão do luto foi tratada de forma bem pífia, nem um material explorou aquela briga inesquecível do Louis com o pai da Rachel, seria legal terem colocado isso, porque é muito tenso! E deixa a sensação de luto mais forte, todos fora de si com os nervos a flor da pele.

Muitas e muitas mudanças advieram a partir daí.

E eu vou dizer pra vocês: acho que esse é o livro mais injustiçado do Stephen King em questão de adaptação. Porque ele tem duas, e as duas são ruins!

Nenhuma conseguiu trazer a solidez, o terror que tem no livro, sendo que esse foi o único livro que realmente me deu algum medo enquanto lia. Eu esperava que esse reboot fosse consertar os erros escabrosos do filme de 1989, mas não!

Eu posso dizer que a fotografia melhorou, as atuações também, mas o resto é tão ruim quanto.

A cena do Pascow que eu falei no primeiro post? Terrível! No livro eu fiquei morrendo de medo, nas duas adaptações me decepcionei drasticamente. Nenhum diretor soube aproveitar o prato cheio que era essa cena.

Até eu que nunca dirigi nada na minha vida, conseguiria fazer um trabalho melhor com o que imaginei na leitura.

Vários momentos fantásticos são diminuídos por uma direção morna, que mal consegue mostrar um jump scare, quem dirá uma coisa mais bem elaborada.

Aliás, até cenas corriqueiras me parecem mal dirigidas. Logo no início, a Rachel faz uma pergunta ao Louis, ele demora alguns minutos para responder, sua resposta é um simples “não”, então tem um corte no mesmo instante em que ele acaba de falar e já parte pra outra cena. Fica muito difícil de assimilar, sabem? Dava a impressão de que dali se seguiria um diálogo, sendo que só cortaram a coisa no meio de modo abrupto e nós, espectadores que digiramos logo para não perdermos nem um detalhe adiante.

Assim, uma coisa ou outra até acabou me agradando. As mudanças que fizeram no final, não eram de todo ruins, apenas acabaram por deixar de lado o teor psicológico pesado que o Stephen King nos apresentou.

A parte da “perseguição” do Jud foi tensa, o que se seguiu disso, também apresenta uma inquietude psicológica intrigante. Mas tudo foge do universo criado pelo escritor e do que a própria adaptação apresentava, como a menina metamorfa no final. O gato não havia mudado de forma, isso não chegou a ser nem cogitado no livro, ficou muito bizarro e inconclusivo. Afinal, o que acontece quando a pessoa volta? Ela só fica diferente, meio zumbi (como era pra ser de fato), ou vira um X-Men?

Quis dar uma diferenciada dos dois materiais que já existem, sendo que ficou super aleatório.

Os atores até que seguram, o protagonista é muito melhor que o de 89 (aliás, pensa num homem que me lembrou o Matthew Perry! Só conseguia pensar no Chandler durante o filme, haha), a Rachel podia ter um pouco mais de destaque, mas a atriz não estraga. O que é ruim ali, é a menina. Para quem tem um papel tão importante na trama, a atriz não tem carisma algum. Você não torce por ela, nem mesmo se importa. A menina já devia ter uns 10 anos quando fez esse filme, podia entregar uma atuação melhor. Faz um cursinho aí, colega.

Eu acho que para quem não conhece a obra do Stephen King, esse pode até ser um filme de terror de shopping, que você vai lá, assiste, se entretém e depois e algumas horas já esquece. Mas, vou falar para vocês, minha amiga, Giovanna, não teve contato com o livro e odiou o filme, então, realmente, vai de pessoa pra pessoa.

Embora de fato exista um ou outro ponto positivo, eu não gostei e não indicaria. Leiam o livro que é mais chance de dar certo.

[Meu Skoob para quem quer estar por dentro de minhas próximas leituras]

3 comentários

  1. Acho que é a melhor forma pra preservar a melhor experiência quanto ao enredo! 💖

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