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Filme X Livro [09]: O Sol Também é uma Estrela.

Comparando a adaptação de O Sol Também É uma Estrela com o material original.
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Pensem num post que era para sair há pelo menos 8 meses atrás, mas só saiu agora! Isso porque as distribuidoras de filmes estão cada vez mais preguiçosas, esse filme não chegou a passar em nenhum dos cinemas aqui de Foz.

Eu cheguei a ler o livro em maio, tendo programado assim justamente para que ficasse a minha leitura próxima do lançamento da adaptação. Realmente uma pena que tenha dado errado e agora, que enfim posso fazer essa comparação, o livro já não esteja mais tão quentinho em minha mente.

Mas enfim, vamos falar um pouquinho do livro antes de começarmos a discutir o principal. O Sol Também é uma Estrela é um livro simples, mas singular em sua forma, com uma mensagem clichê, mas válida e muito bonita. Tem uma review minha sobre ele lá no Insta do blog, quem quer ler, clique aqui.

A premissa é: Natasha, uma garota jamaicana, imigrante ilegal nos EUA é apaixonada por números e pela ciência, não acredita em destino, porém reza por um milagre para sua família não ser despejada do país no próximo dia. Daniel é descendente de coreanos, um exímio poeta, mesmo que sua família quase o force a seguir carreira como médico. Em um dia o qual ela estava atrás de um advogado, e ele indo para uma entrevista de universidade, o caminho deles se cruza e os envolve de uma forma simplesmente mística, mesmo com o único dia que eles estavam vivendo juntos.

Eu dei quatro estrelas para o livro, isso porque não senti que fosse uma obra completa, ela é realmente bem simplória, apresenta as coisas de tal jeito e é aquilo, ponto. O que não quer dizer ser uma coisa ruim, pelo contrário, é uma leitura bem gostosa e fluida, você realmente se envolve com os personagens e torce por eles.

Mas, sabem, o legal no material original, é que mesmo o romance sendo, sim, o foco, outros pontos também são levantados de forma relevante. Eu não senti isso no filme. Parecia que só queriam apresentar uma história qualquer de amor e fim.

Os atores principais condizem com os personagens, a Yara Shahidi é belíssima e lembra mesmo as características da Natasha, Charles Melton também, embora eu imaginasse Daniel mais… asiático, digamos. Ambos convencem nos papéis, embora pudessem melhorar em algumas partes mais dramáticas, na minha opinião. Numa parte final, de fato, eles não me convenceram nem um pouco.

Mas, honestamente, isso é o de menos. Há defeitos muito mais gritantes.

Vi pessoas elogiando muito a trilha sonora, eu não serei uma delas. Não digo que é um fracasso por completo, mas tem algumas partes… Jesus, no momento do primeiro beijo deles, que mostra meio que uma visão do futuro, aquela música realmente me incomodou! Um som irritante, sem harmonia, nem sincronia com a cena. Estragou completamente a passagem para mim.

A direção é amadora, não tenho outra palavra para usar. Mostrar o panorama de uma cidade dezenas de vezes no mesmo filme é deveras inexperiente, parece que só quer encher linguiça para completar 1h40min de filme. A gente já se ambientou depois da primeira vez, e mesmo quem não prestou muita atenção, um segundo panorama já está bom, não precisa de mais.

Além disso, cortes muito mal feitos entre uma cena e outra. No momento da apresentação da Natasha que passava para o Daniel mesmo, me incomodou por ter sido um corte muito abrupto. Estávamos ali, envolvidos com as coisas que a Natasha comentava, de repente aparece o Daniel deitado, ficou bem estranho e confuso.

O roteiro, igualmente, não me agradou. O livro mesmo não sendo dos melhores te envolve, você quer saber o que vai acontecer, já no filme eu me dispersava muito facilmente. Os dramas de cada figura não foram bem desenvolvidos e, como eu disse mais acima, parece que só quiseram focar no romance e dane-se o resto, que tem discussões bem relevantes e intrigantes que poderiam destacar a adaptação.

A verdade é que só queriam apresentar um romance água com açúcar sem se estender muito. Ou melhor! Se estendendo em pontos desinteressantes.

No fim, não gostei do filme. Explorou mal a história e escolheu de artifícios ruins nas partes técnicas.

Até que tem bastante similaridade com o material original, mas não o honra.

Agora vou expor as diferenças entre um e outro, para começar:

No livro, todos acontecimentos se passam em um único dia, por que mudaram isso no filme? Não sei, não entendi qual a justificativa narrativa disso, pareceu algo até desnecessário.

Daniel também não tem um melhor amigo, acho que quiseram colocar aquele novo personagem para mostrá-lo como alguém inclusivo, sem preconceitos. Não desgostei, mas também não amei.

Quando Daniel salva a vida de Natasha no livro, ela fica bastante chateada com os danos materiais, isso porque lá ela é bem pobre e não tem dinheiro para comprar ou consertar o fone ou o celular. O fone também foi um presente dos pais dela, com quem a relação não se encontrava em bons pés.

Na adaptação, o mocinho faz perguntas para a mocinha como se ele mesmo estivesse inventando, sendo que na obra original, aquilo é uma pesquisa científica que ele usa para se aproximar dela.

Bem, essas foram as mudanças que eu consegui perceber, talvez tenham mais, porém nada muito notável.

Para finalizar o post só digo: leiam o livro, deixem o filme pra lá que é realmente bem tanto faz.

[Meu Skoob para quem quer estar por dentro de minhas próximas leituras]

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