Resenhas

RESENHA: Petrus Logus – Inimigos da Humanidade, de Augusto Cury.

Saiba minha opinião sobre o segundo volume de Petrus Logus.

Livro: Inimigos da Humanidade (Petrus Logus #2)

Autor: Augusto Cury.

Páginas: 280.

Editora: Benvirá.

Lido em: 2 dias.

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Sinopse:

Depois de ir contra o pai e ter sido condenado à Câmara dos Loucos, Petrus Logus precisou enfrentar seu próprio preconceito para enfim encontrar a felicidade ao lado de Nátila, seu grande amor. Porém, Petrus ainda tem uma missão a cumprir e precisará manter o foco para não se desviar de seu objetivo. Enquanto tenta descobrir a verdade sobre o Portal do Tempo e entender suas viagens ao passado, Petrus percorre todo o Reino de Cosmus e vê de perto as atrocidades cometidas sob as ordens de seu pai – altos impostos, fome, mutantes sendo condenados à extinção, escravos trabalhando até a morte. Por onde passa, Petrus promove mudanças substanciais na vida das pessoas e é proclamado o Libertador. Porém, nada na vida do jovem príncipe é fácil, e, nesta nova aventura, ele descobrirá que muitas de suas crenças não são reais e que está envolvido num plano muito maior – e muito mais sombrio – do que imagina.


Sabe aquele livro presunçoso que se dá um valor maior do que realmente tem? Foi isso que senti lendo o segundo volume de Petrus Logus.

Muita frase de efeito, muitas situações um tanto forçadas para “tocar a consciência” quanto aos problemas naturais da Terra. Eu acho útil falar desses assuntos, sim, mas não da forma que foi feita ali, que ficou extremamente afetada, artificial.

E se não bastasse isso, os personagens são muito caricatos. Não que isso seja de agora, no primeiro livro eu também os julgava assim, mas nesse piorou. Tem um momento logo no início do livro que o grupo está todo junto e encontra uma carta, no final desta descobrem uma coisa um tanto surpreendente, aí eles fazem uma brincadeirinha lá e dormem. Dormem! São coisas um tanto irreais, porque, digam-me, quando vocês descobrem algo chocante, conseguem dormir com facilidade? Eu não. E a maioria das pessoas que conheço idem. São detalhes inconsistentes pequenos que, porém, num todo, incomodam por se repetirem no decorrer do enredo.

O personagem que mais me incomoda é Piradus, ele foi feito para ser alívio cômico, mas é muito ruim, com piadas infantis e tolas. Nátila, a única mulher do grupo, também não me agrada, porque os pensamentos dela, ainda que sejam similares aos meus, não me soam naturais, talvez por terem sido transcritos por um homem. Na minha percepção, o modo que ela se expressa, parece uma lavagem cerebral. Muito estranho.

O que salva esse livro, é que ele tem uma escrita direta e bem fluida, você pode odiar os personagens e achar o enredo tanto faz, mas é bem fácil de ler. Eu, que gosto de ler as coisas rápido, não tive dificuldades. Questão de 2, 3 dias já dá pra terminar.

E, apesar de tudo, eu acho que a moral do livro é bem relevante, sobre a questão de mudar o passado, a Terceira Guerra… Nos faz refletir pelo menos um pouco sobre nossa situação atual.

O que eu acho que houve, é que como o autor é adaptado a escrever autoajuda, mudar de gênero foi complexo para ele, há muitos elementos nítidos de autoajuda aqui, até a lassidão da personalidade do protagonista.

Aliás, falando sobre Petrus, há várias analogias quanto a ele que eu achei assim… um tanto obsoletas. Não muito originais. Bonzinho demais com atitudes e ocasiões que lembram bastante um símbolo de determinada religião aí. Não é nem pela questão de desrespeito, porque honestamente, não sou tão ligada à religião, mas achei isso tão besta, sabe? Bastante dispensável. Mesmo com uma pequena explicação no final.

Quem acompanha o blog, lembra que eu falei na resenha de Tempestade de Guerra aquilo da autora querer atirar pra todo lado? Justamente isso que senti aqui. Ele tenta ser fantasia, ficção científica, romance, autoajuda, aventura, é muita coisa pra um livro de 280 páginas. Se já foi para um livro de 700, pense para esse. Absurdamente inviável, deixa o livro uma bagunça sem fim, cheio de furos e confuso ao extremo para quem está lendo.

Uma hora você está lendo uma cena legal de aventura, aí do nada passa pra ficção científica, aí vai para o romance. Gente, não dá assim! Especialmente quando o autor não consegue mesclar bem as coisas.

Há elementos interessantes, havia momentos em que queria saber mais de alguma coisa, mas no geral achei o livro bem mediano. Com personagens sem muita personalidade, enredo manjado, sobrecarregado e bagunçado, apenas com a escrita fluida se destacando no meio disso tudo.

Um livro bem complexo, fora do eixo e pretensioso. Decaiu drasticamente considerando o primeiro volume e acredito que, se, de fato, houverem outros livros, não irei lê-los.

2 estrelas

[Meu Skoob para quem quer estar por dentro de minhas próximas leituras]

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