Vida de escritora

Diário de uma Escritora [11]: O ano em que mais escrevi?

Falando sobre como foi esse ano para mim como escritora.

Como estou fazendo retrospectiva das leituras, pensei em fazer uma de escrita também, afinal, como foi esse ano pra mim no quesito escrita? Será que, como nas leituras, eu também bati recordes?

Bom, eu terminei de escrever meu segundo livro, comecei o terceiro (estando nesse momento na página 114), escrevi um conto e também tenho alguns projetinhos paralelos. Acredito eu que, juntando com os posts desse blog, realmente foi o ano que mais escrevi, mas fico em dúvida, 2016 também escrevi pra caramba, hahaha. Não faço as contas por motivo de preguiça, mas no geral acho que foi mais marcante, então vou considerar como o principal ano de escrita sim.

Não foram só flores. Tem vários desabafos aqui, principalmente sobre o processo de publicação do Inalcançável, tive várias crises durante o ano, tanto que eu escrevi o Evidências de Uma Memória inteiro nessa época e não lembro de quase nada desse período, é tudo muito nublado nas minhas lembranças. Pensei em deixar a escrita de lado infinitas vezes pra evitar tanto desgaste, mas em nenhum momento consegui realmente parar. Era só precisar de um alívio que lá estava eu: me jogando nos meus mundos e colocando tudo pra fora por meio das palavras.

Minhas amigas estão de prova, dezenas de vezes eu falei em parar de escrever, deixar esse mundo de lado porque o mercado editorial é sujo, mas sinceramente, é maior que eu. É um amor que me consome e eu não consigo controlar. Parece loucura? Não tenho como negar, acho que é um pouco mesmo.

Falei em dar uma pausa, pensei em voltar pras fanfics, que eram mais fáceis, e desistir de livros, mas cá estou eu, já fechando contrato pro livro 2, no meio do 3.

Eu sempre falo isso, porém é muito real, se alguém há dois anos me contasse que eu estaria nesse nível, eu jamais acreditaria. Nossa, nunca. É muito irreal, a vida é inexplicável, né? Venho de altos e baixos, quebrei altas expectativas, mas estou aqui, sigo lutando, pois sinto que nasci para isso. Parece clichê e besta, concordo, porém não existe outro motivo para que eu continue, se eu não amasse isso, a montanha de decepções já teria findado meus esforços. Em vez disso eu permaneço levando tapa na cara, disposta a muito pra conseguir o mínimo reconhecimento.

A gente vive e percebe que nem tudo é glória, que as vezes o pouco é muito, esse com certeza foi um ano de muitos aprendizados nesse sentido para mim. Recebi tantas leitoras incríveis… Em alguns momentos tive de lidar com gente desagradável, é verdade, se vocês forem ver as avaliações na Amazon, teve uma que eu até respondi pra colocar no devido lugar, porque eu aceito que digam qualquer coisa, mas chamar a Tessa de fraca na minha frente não vai estar rolando.

Tem umas outras também sem imaginação que querem jogar a incapacidade delas pra cima da autora, né? Mas enfim… Isso é muito pouco perto da quantidade de mensagens positivas e de amigas que fiz nesse meio. Para qualquer autora que possa vir a ler esse texto, vou falar uma coisa pra vocês que deu muito certo comigo: Leitura Coletiva.

Eu nunca tinha nem participado de uma antes, mas uma leitora que conheci na Bienal, a Jéssica, pediu para eu organizar, decidi concordar com ela, que me ajudou a elaborar melhor as coisas e foi um negócio assim… Fantástico, não são todas as meninas do grupo que participam assiduamente, mas as que participam tem todo o meu coração, de verdade.

Muito além de falarmos sobre o livro, também falamos sobre a vida e o grupo se tornou um verdadeiro porto de sororidade pra gente, eu achei isso inacreditável, foi como tornar meu sonho ainda mais real. Falamos muito sobre ansiedade, depressão, oferecemos muito suporte uma para outra, que é justamente o que eu queria quando comecei esse livro, quem ler as minhas notas, no fim do livro, vai ver isso.

Adoro observar esse ponto, a diversidade de mulheres com tantas idades e histórias diferentes juntas por um objetivo e moral em particular, nós pretendemos manter o grupo até onde der, montar uma outra leitura coletiva para o Evidências, quem sabe para o livro 3 também? Justo né?

Enfim, foi um ano difícil, mas que valeu total a pena mesmo com os sacrifícios.

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