Resenhas

RESENHA COMPLETA: Warcross – o livro Black Mirror

PARA OS MILHÕES QUE SE CONECTAM TODOS OS DIAS, WARCROSS NÃO É APENAS UM JOGO – É UM MODO DE VIDA.

Não é diferente para a hacker adolescente Emika Chen, que para se sustentar trabalha como caçadora de recompensas e rastreia jogadores que apostaram ilegalmente no jogo. Mas o mundo da caça de recompensas é competitivo, e a sobrevivência não tem sido fácil. Precisando de dinheiro rapidamente, Emika se arrisca e invade o jogo de abertura do Campeonato Internacional de Warcross… e acaba entrando acidentalmente no jogo em si e se tornando uma sensação da noite para o dia.
Convencida de que vai ser presa, Emika fica surpresa quando recebe uma ligação do criador do jogo, o elusivo e jovem bilionário Hideo Tanaka, com uma proposta irresistível. Ele precisa de um espião dentro do torneio daquele ano para descobrir um problema de segurança… e quer que Emika faça o serviço. Mas logo ela descobre um plano sinistro, com consequências sérias para todo o império de Warcross.

Assim como fiz com Harry Potter, vamos falar de toda a série Warcross. Diferente de Harry Potter, essa série é bem pequena, tem apenas dois livros, mas acredito que vale a pena um post sobre por ser uma duologia bastante complexa.

Já fiz uma resenha separada para o primeiro livro da série aqui, mas agora que a emoção com o primeiro livro passou e tenho uma visão um tanto diferente sobre ele, falarei sobre tudo como uma coisa só.

O mundo que a autora criou é simplesmente incrível. Já me disseram que ela meio que se plagiou já que em outro livro temos um óculos muito parecido, entretanto, não li essa outra série ainda, então, para mim, foi algo completamente novo. Uma sociedade basicamente controlada pela realidade virtual.

Como o livro é em primeira pessoa e só temos a visão da personagem principal, Emika, acompanhamos seus sentimentos formulando teorias e nunca sabendo em quem confiar. O vilão da história muda várias vezes e, na maioria delas (principalmente no segundo livro), de maneira completamente inesperada. Como de certa forma é uma história sobre uma investigação, essa característica é muito interessante já que dá uma emoção muito maior.

Não só isso, mas essa troca de vilões também mostra a quantidade de problemas que poderiam ser desenvolvidos por conta do Neurolink. Quando li Warcross, fiquei realmente em dúvida se aquilo que Hideo queria realmente não seria bom. Porém, no decorrer de O Jogo do Coringa, vemos a quantidade de problemas que esse sistema poderia causar. Dá para dizer que Warcross nada mais é do que um roteiro de um episódio de Black Mirror que foi dividido em duas partes. Você começa achando que tudo é lindo e maravilhoso, até que os problemas e as dúvidas surgem e, no final, você percebe o quanto seria ruim para a sociedade se isso realmente acontecesse.

Gostei muito da história de Sasuke e fiquei super intrigada quando Jax mostrou para Emika tudo que aconteceu. Eu não tinha me apegado muito à Jax até aquele momento por achar que ela era apenas mais uma assassina que se apaixonou por seu chef, mas tinha tanta coisa por trás dela que se tornou praticamente impossível não gostar. E se tornou mais impossível ainda depois de tudo que ela faz no final.

Outra reflexão trazida pelo livro é sobre as tecnologias descobertas. Uma vez que alguém inventa algo e começa a utilizar, não importa quantos problemas existam, as pessoas vão continuar utilizando. Mesmo depois de todos os problemas trazidos pelo Neurolink, seria muito utópico um mundo em que as pessoas simplesmente esquecessem que aquilo tudo existia. É claro que muitas pessoas morreram por conta dele, mas as pessoas que enriqueceram também não vão esquecer do quanto dinheiro ganharam.

Eu estava realmente começando a ficar chateada no final porque estavam dando a entender que o Neurolink nunca voltaria. Passamos a conhecer as vidas dos Phoenix Riders antes antes de virarem jogadores profissionais de Warcross e era triste pensar que teriam que voltar para aquilo, sem qualquer perspectiva do que fariam depois. Claro que eles estavam felizes depois de tudo que aconteceu, afinal, quem não estaria? Mas teria que se pensar no que aconteceria com eles e com todos os outros jogadores que gastaram horas treinando para serem profissionais quando a ficha caísse e eles percebessem que não tinham mais propósito.

A minha crítica, porém, é sobre quando Emika, Hideo e os Phoenix Riders estão dentro da cabeça de Zero procurando Sasuke. Achei essa parte um tanto complicada de entender e fiquei meio perdida em algumas partes. Não sei se fui a única a ter esse problema. Consegui entender o contexto geral, mas não os detalhes.


A série em geral é maravilhosa. Nunca vou me esquecer de quando estava lendo Warcross no ônibus e esperei ele dar uma volta gigantesca porque queria terminar o capítulo que estava lendo. Nem de ter lido quase 200 páginas de O Jogo do Coringa porque queria chegar logo ao final. Indico para qualquer pessoa que esteja procurando algo diferente para ler.

Nota: 4,8

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