Resenhas

RESENHA – Inalcançável

Simplesmente não tinha como termos uma autora de um livro publicado aqui no blog e não ter uma resenha do livro. Não teria a mínima lógica. Como também não tem lógica a autora criticar o próprio trabalho, quem vai fazer isso sou eu.

Antes que pensem qualquer coisa, quero deixar claro de início que se o livro fosse ruim ou houvessem problemas de escrita ou na história, eu falaria e sei que a Thai não se importaria caso fossem críticas bem argumentadas. Então não, não estou elogiando o livro apenas porque a autora é minha amiga de infância, mas sim porque é realmente uma obra maravilhosa.

Já deixo avisado no início que o post está cheio de spoilers, portanto, caso não tenha lido ainda e se incomode em saber o que vai acontecer, não leia! Mas, quem já leu ou simplesmente não se importa, espero seu comentário.

Primeiramente, o que mais me chamou a atenção, foi como o livro seguiu a linha dos romances de época, foi fiel ao gênero. Cada gênero textual tem suas características e romance de época não é diferente. Tem uma linguagem própria, deve-se respeitar os costumes da época por mais que a gente não concorde com muitas das coisas que aconteciam. Tudo isso foi transpassado muito bem.

Ficou claro em alguns pontos que a linguagem não era a mais culta possível, mas isso foi proposital já que a história em si era pesada (e como).

Mas vamos falar dos personagens. Sem comentários para a Tessa. Ela foi uma representação perfeita da depressão em vários sentidos, principalmente porque mostrou que muitas atitudes que parecem egoístas aos olhos das pessoas, escondem milhares de conflitos internos. Um ótimo exemplo disso é quando (spoiler!) Michael morre e, ao invés de consolar Júlia que havia perdido seu marido, Tessa se tranca no quarto. Pegando essa cena e colocando fora de contexto, achamos que a Tessa é no mínimo uma péssima amiga. Agora, analisando todo o contexto, o motivo para Michael estar na guerra e o que essa morte representava para Josh, vemos que ela tinha sim seus motivos para se afastar.

O crescimento da personagem foi impressionante. Um dos maiores exemplos disso é Cristopher. Quando eles se encontram novamente no começo do livro, Tessa fica simplesmente paralisada devido ao choque. Mais para a frente, temos a prova de como ela mudou.

Josh. O cara que mesmo com seus defeitos consegue ser um dos caras mais incríveis que existem. Desistiu de sua vida e foi para a guerra, mesmo machucado, para salvar a pessoa que mais amava na vida. Mesmo sabendo que o foco do livro não era ele nem seu casamento com Tessa, eu ainda queria mais dele. Mas analisando por esse ponto, é outra coisa bem construída no livro já que sentimos falta dele junto com Tessa.

Outro personagem que me chamou bastante atenção foi Jamie. Novamente, um personagem cheio de defeitos mas que é perfeito justamente por conta deles. Era engraçado ver o quando ele zoava a irmã, muitas vezes fazia piadas com a mãe, mas mesmo assim faria qualquer coisa para tomar conta das duas. A história dele com Déborah também é ótima e acho que todos nós ficamos chocados em saber no final do livro o que ele planeja fazer com seu futuro.

E claro, eu não poderia deixar de falar de Julia. Seu nome é uma homenagem para a autora da minha série preferida de romances de época e sua personalidade é baseada na minha. Ela também foi alguém que cresceu para caramba no decorrer da história. No começo era alguém que simplesmente aceitava o que viesse, mas que acabou (spoiler novamente!) montando sua própria empresa, criando sua filha, tudo sozinha.

Sobre toda a conspiração que fez Josh ter que voltar para a guerra, não sei nem o que dizer sobre isso. Não sei se a Thai havia comentado comigo alguma vez sobre isso, mas juro que fiquei chocada quando li. Christopher teve um final super bem merecido e mais macabro até do que a morte. Como se já não bastasse destruir a vida da Tessa quando mais nova, mudar a relação dela com a família completamente, fazer com que ela quase perdesse qualquer chance de casamento (coisa importantíssima na época), ele ainda teve a cara de pau de tentar estupra-la e mandou a pessoa que ela mais amava para a guerra. O cara mereceu absolutamente tudo de ruim que aconteceu com ele e super apoio um conto que mostre o que aconteceu com ele no final.

Outro conto que eu super apoio é um que mostre alguns pontos de vista do Josh. Igual Os Contos da Seleção que mostram as visões de Maxon e Aspen. Talvez mais para frente fazer algo com os três homens dos três livros? Fica a ideia.

Não tem como dizer que o livro é apenas romance. Quem leu sabe que boa parte dele é drama. Chega um ponto em que é praticamente um tiro atrás do outro! Quando estávamos indo para a Bienal do Livro no Rio, li bastante no avião e em vários momentos tive que me segurar para não chorar. O “abandono” de Tessa e Julia, a volta de Christopher, a morte de Michael (tanto na visão se Tessa quanto na de Josh), o parto de Tessa, a volta de Josh.

Enfim, o livro é maravilhoso em todos os sentidos. Logo o segundo já sai e o terceiro também já está sendo escrito. Estou muito orgulhosa da minha amiga e espero que essa seja a primeira de muitas séries.

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