Resenhas

RESENHA: O Morro dos Ventos Uivantes.

Saiba a minha opinião sobre o clássico Morro dos Ventos Uivantes.

Livro: O Morro dos Ventos Uivantes.

Autora: Emily Brontë.

Páginas: 384.

Editora: Lafonte.

Lido em: 3 dias.

Skoob

Sinopse:

Um amor proibido que sobrevive ao tempo e à morte, atormentado duas gerações. O Morro dos Ventos Uivantes é um livro intenso, com personagens contraditórios. A paixão entra na história como combustível para um enredo recheado de suspense e drama. Adaptado para o cinema por diferentes diretores, o texto de Emily Bronte provoca o leitor o tempo todo com uma atmosfera de desejo onde sentimentos reprimidos, violência e ódio disputam cada linha com emoções delicadas. É uma perfeita tradução da natureza humana. Não espere um romance que provoque suspiros. Esse clássico da literatura inglesa foi feito para arrancar lágrimas.

 

Mais um clássico que venho trazer resenha para vocês. Agora um romance gótico muitíssimo adorado e elogiado. Será que eu gostei?

Vocês sabem que eu sempre sou sincera e não vou deixar de ser aqui. Achei a premissa de um amor (ou seria uma obsessão?) que foi proibido, mas que mesmo assim não morreu e um mocinho vingativo que reaparece rico, incrível, tanto que no início, onde não sabíamos de nada e só nos era apresentada uma residência estranha com pessoas estranhas recepcionando o narrador, aquele que não fazemos a mínima ideia de quem é, muito intrigante.

Até a parte em que chegamos no ponto mais importante, o que explica a história que aquele morro e aquelas pessoas guardavam, é um livro incrível e eletrizante que eu não conseguia largar.

É realmente um bom artificio esse típico dos romances góticos: o de nos mostrar uma propriedade que guarda algum mistério para descobrirmos o que a tornou aquilo com o passar das páginas, ao menos quando bem colocado, o caso deste livro em seu princípio.

Até a parte em que Heathcliff volta rico e fica meio que ameaçando Catherine é um livro excelente, mas chega num certo ponto (o da segunda geração) no meio do livro que eu sentia que estava lendo um monte de encheção de linguiça que não me interessava o suficiente para querer terminar aquilo.

Ficou de fato maçante ler da página 140 até 290 mais ou menos. Uma coisa que complica é justamente o fato de nenhum personagem ter carisma.

Todos são intragáveis e já fizeram coisas terríveis, mas no início esse carisma negativo deles nos chama atenção e é um dos motivos que dá instigação. Além disso, é preciso ressaltar que eu não desenvolvi conexão nenhuma com os personagens da segunda fase, com os da primeira eu ainda tinha curiosidade para saber o que ocorreria com eles, os subsequentes são péssimos em todas as definições do termo. Mas o problema não está só neles, os personagens primários, depois que você se adapta com o mau caratismo deles, já desenvolve certa previsibilidade em suas ações que, ao menos para mim, deixou a obra menos interessante e me causou até tédio.

Esse tom sempre tão trágico dos romances góticos é outra coisa que não posso dizer que me agrada, pois estaria mentindo. Eu gosto de drama, mas tudo é tão espetaculoso e quimérico que me irrita.

Após ter lido esse livro passei a gostar ainda mais de A Abadia de Northanger, da Jane Austen, que é uma sátira muito interessante, preciso ressaltar, com personagens interessantes e menos melodrama irritante.

Eu gostei do final, imaginava que se findaria mais ou menos daquela forma mesmo e acho que, considerando todo o enredo, a podridão da maioria dos personagens, não tinha desfecho melhor. Tanto que fiquei presa nas últimas vinte páginas, curiosíssima para saber o que havia ocorrido naqueles três últimos meses citado por Elen, a governanta que é nossa narradora.

No geral, é um livro bom, entendo porque é um clássico e consigo perceber que, na época, deve ter sido realmente um grande livro, trazendo discussões bem importantes, mas atualmente me pareceu uma leitura interessante, porém enfadonha e pecadora em diversos pontos. Pareceu-me alongado ao máximo… Não sei, só sei que finalizei com uma impressão de fadiga e não duvido que irá me causar uma ressaca literária.

Para finalizar, preciso reclamar dessa edição péssima da editora Lafonte, queria essa obra há muito tempo, mas nunca a havia achado com um preço justo, até que, em uma promoção da Livrarias Curitiba, essa versão estava por 10 reais.

A capa é horrorosa e eu citei isso desde o início, os caras nem tentaram fazer algo bonito. Eu sou capista quando há a necessidade, e mantendo essa mesma imagem eu conseguia fazer algo muito melhor. Uma fonte diferente e cursiva já poderia dar um trato, mas enfim… Se fosse só isso… Temos muitos errinhos muito bestas durante a leitura, e eu não acho isso exatamente um defeito porque eu, mesmo tendo lido meu livro 7 vezes, deixei passar alguns, mas aqui foi absurdo, ficou faltando verbos, repetindo termos, tinha uns sinais sem sentido, claramente na hora de digitação a pessoa apertou sem querer, o que seria facilmente corrigido com uma revisão bem-feita.

Eu perdoaria se desse para ver uma revisão ali, pois erros realmente passam, não tem como, gente, somos seres humanos, não robôs. Mas me pareceu que a pessoa só traduziu e já mandou imprimir do jeito que estava mesmo, um relaxo, ao menos os sinais errados já seria ótimo se tirassem.

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