Resenhas

RESENHA: Corte de Asas e Ruína (Corte #3), de Sarah J. Maas.

Saiba minha opinião sobre Corte de Asas e Ruína, o terceiro volume da série Corte.

Livro: Corte de Asas e Ruína (Corte #3)

Autora: Sarah J Maas.

Páginas: 686.

Editora: Galera Record.

Lido em: 7 dias.

Skoob

Sinopse:

O terceiro volume da série best-seller Corte de Espinhos e Rosas, da mesma autora da saga Trono de Vidro em “Corte de Asas e Ruína” a guerra se aproxima, um conflito que promete devastar Prythian. Em meio à Corte Primaveril, num perigoso jogo de intrigas e mentiras, a Grã-Senhora da Corte Noturna esconde seu laço de parceria e sua verdadeira lealdade. Tamlin está fazendo acordos com o invasor, Jurian recuperou suas forças e as rainhas humanas prometem se alinhar aos desejos de Hybern em troca de imortalidade. Enquanto isso Feyre e seus amigos precisam aprender em quais Grãos-Senhores confiar, e procurar aliados nos mais improváveis lugares. Porém, a Quebradora da Maldição ainda tem uma ou duas cartas na manga antes que sua ilha queime.

Como começar a falar desse livro? Gente, acabei de terminar e nem sei como resenhá-lo.

Enquanto o segundo volume foi algo mais voltado para questões pessoais e mundanas, mostrando um enredo mais de transição, aqui que as coisas começam a pegar fogo! Demora um pouquinho, primeiro temos a continuação daquele plot da Feyre estando de volta na Corte Primaveril, depois de umas 80 páginas mais ou menos que as coisas começam a agitar e não param mais!

É um livro extremamente intenso que te deixa preso a todo momento, porque você torce muito pelos personagens, mas sabe que eles estão em perigo e podem morrer a qualquer momento. Conhecemos melhor personagens que apareceram bem de fundo nos outros livros e muitos deles prendem a atenção com personalidades e princípios intrigantes.

Aliás, gente, preciso ressaltar as cenas de guerra. São fantásticas, a Sarah J. Maas conseguiu passar tudo com tanta verdade, tanto cuidado que quase dava para acreditar que o conflito existiu e que ela estava presente. E olha que escrever cenas de guerra é realmente complicado. Faltou um pouco mais de mortes? Eu achei que sim, mas as que tiveram foram muito impactantes de seres que eu nunca esperava que iriam padecer. Então eu perdoo.

Cenas épicas é o que não falta nesse livro, tenho certeza que muitas ficarão na minha memória por um bom tempo. A cena da reunião dos grão-senhores, a revelação de Morrigan, o grande momento de Nestha e Elain… Foi incrível, meu Deus.

Falando em Nestha e Elain, elas tem grande participação nesse livro e, mesmo tendo ficada um tanto receosa, adorei a presença e o desenvolvimento delas. Coube muito bem na estória e me intrigou ao máximo. Feyre é outra considerando o primeiro livro e esse aqui, o amadurecimento é palpável e condizente, Rhys segue perfeito, né? Lindíssimo, já estou morrendo de saudades.

A maioria dos personagens evoluiu bastante, só reclamo um pouco da Morrigan. O que ela faz com Azriel… Não dá, consigo até entender porque ela agiu daquela forma, mas não consigo perdoar, vai continuar até o fim dos tempos iludindo o cara? Isso não é saudável, se realmente se importasse com ele, seria direta e sincera. Então criei certa birra, podia ter tido uma redenção no final.

O vilão traz uma insegurança e um medo constante, o que achei satisfatório, embora pudesse ter um foco maior em cima dos princípios dele, que achei um tanto esquecíveis, para falar verdade.

No geral, a escrita se mantem eletrizante e viciante, o que ajuda a tornar a leitura fluida e rápida, eu só acho que Sarah tem alguns vícios narrativos que me irritam, como o fato dos personagens vomitarem a todo momento. Gente, que estômagos fracos são esses? Tanto em Corte quanto em Trono de Vidro tem isso, vamos chamar um endócrino pra dar uma conversada com a Sarah aí, vomitar tanto assim não deve ser nada favorável para a saúde. E eles são imortais ainda! Enfim, haha, não entendo e não aguento mais ver tanto vômito nos livros dela, é hora de alguém dar um alô pra ela.

Quanto ao enredo e o desfecho dessa trilogia: Foi satisfatório. Sei que ainda haverá continuações, mas eu achei que nem precisaria. Todo o ciclo se fechou ali e o simples spin-off que já existe me parece mais do que o suficiente para saciar as poucas dúvidas que restaram, acho que se a Sarah seguir se alongando, esse universo vai ficar saturado e maçante como o de Trono de Vidro, o que seria triste.

Enfim, é um livro com defeitos, sim, mas muito bom, uma ótima forma de entretenimento e até de reflexão, para pensarmos em redenção, que é o que mais há nesse livro, com lições lindas para se tirar dali do meio. Vale a leitura dessa trilogia que já marca uma presença grande no meu coração considerando as leituras desse ano.

5 estrelas

[Meu Skoob para quem quer estar por dentro de minhas próximas leituras]

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