Resenhas

RESENHA: Série Spindle Cove.

Saiba minha opinião sobre os livros da série Spindle Cove, de Tessa Dare.

Eis uma resenha que venho prometendo há tempos e só agora, que enfim li a série completa, vou cumprir!

Vim falar da fantástica série de romances de época da Tessa Dare: Spindle Cove pra finalizar com chave de ouro esse nosso mês especial, né nom? Adorei fazer esse mês e acho que dá pra rolar em outro, hein? Isso depende de vocês. Divulguem bastante que eu faço mais uma vez!

Antes de começar a falar sobre os livros, vamos lembrar da premissa da série? Spindle Cove é uma cidade no litoral sul da Inglaterra que hospeda mulheres consideradas fora do padrão, e nisso equivale várias características: aparência em si, saúde, escândalo que prejudica a reputação delas, dentre outros. E isso que torna essa série de livros tão intrigante e especial.

1) Uma Noite Para se Entregar.

Esse é o primeiro livro da série e o piorzinho, sem dúvidas.

Por isso já começo dizendo: não desistam da série por causa dele, é um casal sem sal, mas os outros livros compensam totalmente a falta de instigação desse aqui.

Susanna Finch é quem controla a cidade Spindle Cove, uma ruiva alta e sardenta, filha do Conselheiro Real, sir Lewis Finch. Sua posição como anfitriã é ameaçada com a chegada do tenente-coronel Victor Bramwell junto de seu primo e um amigo soldado. Victor acaba recebendo o título indesejado de conde e toma como missão reunir doze homens para criar uma milícia e proteger aquela pacata vila.

Susanna não o queria ali e os dois brigam constantemente, naquela típica circunstância de cão e gato que acaba virando amor.

Eu gostei de Susanna, ela é uma moça muito gentil e amável, disposta a tudo para proteger as meninas que se refugiam em sua pequena vila, acho muito bonito todo o trabalho que ela faz considerando a chatice das normas sociais de sua época. Bramwell sou mais indiferente. Não o abomino, mas também não gosto, fica ali no meio termo. E de qualquer forma, o que complica é que realmente os dois não tem química juntos, o que torna a estória maçante.

Eu me esforcei pra gostar, porque já amava a Tessa e me considerava fã, mas essa obra ficou bem aquém do esperado e o que conseguiu me fazer chegar ao fim foram os personagens coadjuvantes.

Os habitantes da vila (temporários ou não) são intrigantes e a promessa do casal do segundo livro é o que me fez criar expectativas e continuar a série, graças a Dumbledore por isso!

Acredito que esse livro foi mais introdutório, mostrando a dinâmica da cidade e tudo mais, uma pena que o casal seja chatinho, podia ser um livro incrível.

1.5) O Presente Inesperado.

Esse é um spin-off bem curtinho que se passa na época do natal. E já é uma experiência um pouco melhor.

Violet Winterbottom é uma dama que, embora seja tímida, também é extremamente inteligente, conhecendo seis idiomas. A moça estava refugiada em Spindle Cove graças a uma decepção amorosa, que não destruiu sua reputação, mas sim seu coração. Na noite de Natal, um estranho ferido aparece no salão de baile da vila, caindo diretamente em seus pés. Ele não fala inglês, e Violet fica encarregada de tentar tirar informações dele.

Com isso temos um enredo cheio de surpresas, mistérios e romance. Claro. Foi um livro curtinho, afinal, é apenas um spin-off, mas valeu muito a pena ler. É fofinho, romântico e tem até um pouco de aventura. Bem no estilo Tessa Dare, que eu amo!

A escrita da autora segue excelente, para mim uma das melhores do gênero. Mesmo com poucas páginas, ela consegue fazer todo o necessário. Explora bem ambientes, personalidades e sentimentos. A descrição é direta e harmoniosa, dá para ler rapidinho, acredito que para mim tenha sido uma questão de 50 minutos.

Apesar de pouco explorados, o casal me conquistou bastante, eles têm carisma e química. Eu até gostaria de ver um pouquinho mais deles, porém achei suficiente e satisfatório o que tivemos nesse singelo spin-off. É uma história simples e rápida extremamente válida para quem já é fã da autora, ou quer completar a série, como eu.

Enfim, é singelo, mas vale a leitura.

2) Uma Semana Para se Perder.

Eu já exaltei esse livro umas 5 vezes aqui e vou continuar a fazê-lo até o fim!

É um dos meus preferidos do gênero, amo a originalidade que ele carrega mesmo que mantenha alguns clichês.

Nós fomos apresentados tanto à Minerva quanto ao Colin no livro anterior, ele era primo do Bramwell e ela era irmã da Diana, a jovem que vai até a cidade acompanhada da mãe e das irmãs devido à sua saúde frágil. Nós já vimos também as alfinetadas que um direcionava ao outro no primeiro volume e como eu disse, é isso que me fez continuar.

Minerva é geóloga numa época em que não existiam mulheres cientistas e fez uma descoberta de um animal desconhecido em uma doca na pacata cidade de Spindle Cove, ela quer mostrar sua descoberta para um simpósio científico que teria na Escócia, mas precisaria de ajuda para chegar até lá, sendo assim ela pede auxílio da pessoa mais improvável: o visconde Payne, o libertino que dava em cima da irmã dela e com quem ela nutria um claro desafeto. Era o único que ela considerava amoral o suficiente para aceitar participar de seu plano. E assim os dois se envolvem numa viagem intrigante e muito engraçada.

Eu amo esse livro demais! É um dos meus queridinhos do gênero, como vocês já sabem. Tanto que foi o que eu levei pra Tessa autografar (tenho que me gabar por isso, desculpa, hahahaha)

Minerva e Colin tem uma química incrível e as presepadas que eles se metem só fomentam o enredo, deixando-nos ávido para descobrir como acabará aquela viagem inacreditável. Foi um dos livros que eu queria terminar logo ao mesmo tempo que não queria que terminasse nunca, pois não queria me despedir dos personagens.

A cidade fica um tanto de segundo plano nesse volume, é verdade, mas mesmo assim ela se mostra presente, viu? Temos visão do pessoal de lá também, preocupados com o que pode ter acontecido com os dois.

Enfim, é só lendo pra entender como esse livro é fantástico. Você viaja junto com os protagonistas e sente as mesmas coisas quem eles com as situações que dão errado ali no meio. Vale muito a leitura! Apenas peguem para ler em uma tarde sem nada para fazer, porque eu garanto: Você não vai querer parar.

3) A Dama da Meia-Noite.

Já esse volume é a história de amor de Thorne, o soldado amigo de Bramwell, que foi viver na cidade para fazer parte da milícia do local, e Kate, a musicista da cidade que é renegada na sociedade devido à uma grande marca de nascença que tem no rosto.

A moça é órfã e decide ir atrás de suas raízes, com isso descobre uma família rica que diz ter, de fato, contato sanguíneo com ela. No entanto, Thorne, que sempre teve um interesse velado pela dama, fica desconfiado e propõe um noivado de fachada para conseguir protegê-la de um possível golpe. Aí já viu, né? O fogo não deixa as ceroulas no lugar, hahaha.

É um livro muito fofo e cumpre o que promete. Não é um dos meus preferidos, nem muito marcante na minha memória, para falar a verdade, mas eu gosto muito dele e guardo Kate e Thorne com carinho no core.

Assim, não são um exemplo de química nem nada assim, mas eu acho eles super fofos, não sou muito fã de mocinhos fechados, talvez isso tenha influenciado, mas mesmo assim, haha, Thorne protegendo sua amada é uma coisa muito amorzinho.

A família que aparece é bem intrigante e te deixa meio balanceado mesmo, se perguntando se aquele comportamento era fachada ou real, aquele afeto por Kate e tudo o mais. Também prende a atenção junto ao romance.

Mesmo sendo simples, vale a leitura, que é bem gostosinha, fluida e rápida. Eu gostei bastante.

3.5) A Bela e o Ferreiro.

Diana Highwood é o foco desse pequeno spin-off. A irmã mais velha de Minerva, a que tem uma saúde instável embora seja belíssima e um prodígio, na opinião da mãe, que jura que a filha irá se casar com um nobre rico.

Mas imagina se essa lady tão promissora se apaixonasse pelo ferreiro da vila onde vive? É exatamente isso que o livro mostra, e eu amo!

As meninas Highwood são a maior preciosidade dessa série e nada importa além da minha opinião. Todas roubam a cena e são extremamente à frente de seu tempo. Decididas, inteligentes, ousadas. Não sabia bem o que esperar da Diana, porque ela era a mais fechada das três, no entanto consegui me surpreender.

É claro que ela demora um pouco para desabrochar, não podia ser diferente, mas quando acontece, minha filha… A discussão final dela com a mãe é épica. Calou a boca da velha sem piedade, haha.

E que homem esse Aaron Dawes, hein? Musculoso, alto, moreno e disposto a tudo para ter essa dama, embora de início tenha ficado um tanto ressabiado com a situação.

Amo esse casal e esse spin-off. Tem só 144 páginas, mas são tantas coisas, é um desenvolvimento tão lindo, que parecem ser mais, mesmo que você leia em questão de uns 40 minutos.

De verdade, vale muito a leitura.

4) Uma Duquesa Qualquer.

A história de uma caipira completamente sem modos e de um duque… Como isso poderia dar errado?

Aqui acompanhamos Griff, duque apresentado no segundo livro da série. Sua mãe decide que é hora do filho casar e que lugar melhor para encontrar uma noiva se não em uma cidade cheia de solteironas? Griff, convicto em escolher uma candidata completamente inapropriada para frustrar as expectativas maternas, acaba escolhendo a garçonete da taverna, Pauline, para sua possível futura noiva, uma garota caipira completamente sem modos.

Eu estava meio oscilante para ler esse livro já que não havíamos tido contato com a mocinha em nem um outro livro e o mocinho foi bem coadjuvante no único livro que apareceu, tanto que li o 5º volume antes desse. Mas minha reservas foram bem tolas, porque esse livro é excelente.

Dá para notar porque Pauline não foi citada antes, ela era invisível, pobre, mesmo Spindle Cove sendo uma cidade diferenciada, ainda assim é dominada por aristocratas. Uma coisa muito legal que Tessa colocou nesse livro é a deficiência, já que a irmã da protagonista tem uma espécie de retardo e é tão linda a relação que as duas irmãs tem… Uma graça!

Griff já está na minha lista de crushs, amei ele e o romance funcionou muito bem, o casal principal tem muita química! Eu também adorei a duquesa e a forma como ela tratou Pauline desde o princípio, como uma igual, diferente do que muitos nobres fariam.

Tudo bem que no decorrer do livro houveram algumas coisas irreais, como a mocinha corrigir seus vícios linguísticos em questão de dois dias, mas sinceramente, dá pra perdoar, hahaha, é só focar no romance, que é muito bem feito e encantador.

Um dos meus livros favoritos da série e do gênero, é uma indicação de praxe, haha.

4.5) Uma Chance Para o Amor.

Esse foi o último que eu li e eu adorei! É o melhor spin-off da série, acho.

Sabe a Pauline, a mocinha de Uma Duquesa Qualquer? Pois bem, ela abriu uma livraria em Spindle Cove junto de sua irmã e convidou a autora Elinora Browning para palestrar no estabelecimento. A escritora era conhecida por um manifesto que exaltava mulheres e criticava homens, mostrando que as mulheres tinham valor sem um casamento. Mas imagine que, no caminho para a cidade litorânea, ela acabe sendo obrigada a viajar na companhia do homem que a inspirou a escrever esse manifesto?

Eu amei esse spin-off, simplesmente. Não precisou de muitas páginas para mostrar uma história original e envolvente, eu li super rapidinho e mesmo assim me senti dentro daquilo, foi muito gostoso de ler, de verdade. Se não bastasse termos um casal cheio de química e super intrigante, também temos cenas maravilhosas com nossos mocinhos favoritos dos livros passados!

Fala sério, eu ri muito com eles, principalmente com Colin, meu amor maior.

Foi uma história linda que podia muito bem dar um livro completo, mas sinceramente? Me satisfez muito com essas 112 páginas, mostrou o suficiente de forma eficiente que merece ser exaltada. Não é qualquer autora que consegue fazer um romance tão bem feito em pouco mais de 100 páginas, por isso amo a Tessa. Mesmo ligeiro, foi um livro sensual, engraçado, fofo e tudo que se espera do gênero.

5) Como se Livrar de um Escândalo.

E olha o melhor crossover dos romances de época aqui!

Como se Livrar de um Escândalo mostra história de Charlotte Highwood e Piers Brandon, ambos personagens já recorrentes em outros livros da autora. A questão é que os dois acabam se envolvendo em uma situação comprometedora e, com isso, a reputação de Charlotte, que já não era das melhores, fica ainda mais manchada. O grande problema é que o incidente não foi culpa exatamente deles, mas eles nem mesmo sabem quem são os culpados, então nossa mocinha, como amante de mistérios, resolve tentar desmascarar a identidade dessas pessoas que feriram sua imagem.

Eu gostei muito dessa questão de enigmas, investigações e similares, acho que deu um clima especial ao enredo, tornando-o ainda mais intrigante. Como já exaltado antes, rs, eu sabia que nenhuma das meninas Highwood seria capaz de me decepcionar, sendo assim, amei Charlotte, é claro, ela é uma protagonista ousada, perspicaz e diversificada, tanto quanto Piers.

Eu já fiquei interessada nele lá em Diga Sim ao Marquês, em Castles Ever After, era uma figura que realmente chamava atenção e adorei conhecer mais dele. Sem falar na baita química que o casal tem, não é mesmo?

Se isso tudo não fosse suficiente, ainda temos aparições de muitos dos personagens antigos, Colin, Minerva, Diana, Aaron e Rafe! Foi muito bom matar a saudade desses personagens tão queridos.

Também é um dos meus favoritos e finaliza com excelência uma série linda que deixa saudade no coração de qualquer leitor.


Só de falar aqui que caiu a ficha que eu terminei a série. Poxa, que peso no coração, hahaha. Já sinto nostalgia e espero encontrar um momento para relê-los logo.

Sem esquecer o objetivo desse mês de romances de época: amanhã estarei embarcando para o Rio, pra divulgar meu primeiro livro, Inalcançável, também romance de época. Dia 30 as 16h e 31 as 15 no estande S70, pavilhão verde, The Books. Quem puder ir lá me prestigiar, fico imensamente grata!

[Meu Skoob para quem quer estar por dentro de minhas próximas leituras]

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