Vida de escritora

Diário de Uma Escritora [08]: É isso que me mantém viva.

Falando sobre algumas decepções e meus novos projetos de escrita.

Eu terminei meu segundo livro! Quem me acompanha em minhas redes pessoais já está sabendo disso, mas ainda não falei sobre isso aqui no blog. Sempre falo mais do Inalcançável.

Vim mudar isso, falar não só sobre esse segundo livro como do terceiro e de um conto que estou escrevendo para uma antologia.

O segundo livro recebeu o título de Evidências de Uma Memória, foi um verdadeiro desafio, porque se eu for falar a verdade, não estava preparada para escrevê-lo, não tinha ideias suficientes e no inicio simplesmente ia jogando tudo que vinha em minha cabeça para depois ir desenvolvendo. Não tive organização nenhuma, mas consegui terminar com a benção de Deus! Hahaha.

Foi, ao mesmo tempo, mais difícil e mais fácil que o Inalcançável, neste eu estava mais ansiosa, com mais expectativa, já no Evidências eu tinha uma noção maior das coisas e sabia onde iria parar, tinha mais segurança. Levei pouco mais de 6 meses para escrever e foi bem menos intenso que o primeiro.

Digo, o primeiro eu mal conseguia respirar sem me lembrar que tinha escrito um livro inteiro sozinha, hahaha, aqui tem hora que eu mal me lembro que terminei mais um e fico chocada com o fato ao perceber.

É realmente muito diferente. As emoções e até mesmo os métodos, eu fui muito mais perfeccionista da primeira vez e já sabia as formas certas de escrever sem me estressar ou atacar minha ansiedade.

A parte difícil foi essa questão de eu não ter começado com todo o enredo formado na cabeça. Tive vários bloqueios criativos durante o processo de escrita e acredito que teria escrito o livro em bem menos tempo se não fosse por isso, haha.

Terminei com 189 páginas, aliviada por ser um livro de tamanho normal, não outro monstro, haha. Pelo menos não voltarei a ouvir as mesmas merdas da primeira vez. Toda aquela desvalorização ao autor nacional.

Enfim, voltemos ao tópico do conto agora. Fui convidada por uma autora a participar de sua antologia sobre casamentos arranjados que acontecem graças ao poder, pessoas interessadas no poder. E claro, que acabe virando amor depois.

Adorei a proposta e logo que ela me passou já aceitei de cara, porque algumas ideias já rondavam minha cabeça nesse sentido.

Não sei se vocês sabem, mas um dos meus maiores sonhos é ser mãe, particularmente, quero muito ter um menino (já ajudei a criar e amar muitas meninas nessa vida, sou cercada delas, quero novidades), porém falta um homem a altura para assumir o papel de pai (tirando minha pouca idade, não está na hora, mas enfim kkkk), peguei esse meu próprio dogma e resolvi colocar na literatura. E se houvesse uma menina, tão desacreditada no amor quanto eu, que vê uma oportunidade: casar com um cara rico que precisa de um filho para receber determinada herança de família?

Preciso finalizar a estória com 5000 palavras, acredito que não esteja nem na metade disso, mas mesmo assim estou animada, porque é um baita desafio.

Nunca fui de escrever contos, sempre fui o tipo de pessoa a reclamar quando tinha só 20 linhas para a redação do colégio, contar toda uma estória em pouco mais de 10 páginas é realmente desafiador e estou super ansiosa para ver como farei isso.

Passando para o outro tópico: Terceiro livro!

Nem consigo acreditar que já estou nesse nível. Dois livros terminados e iniciando o terceiro com 19 anos. Se me falassem isso há dois anos atrás eu desacreditaria totalmente.

Enfim, já tenho o enredo mais ou menos bolado na minha mente, estou em fase de pesquisa agora, decidi que esse quero deixar bem fiel, porque ele vai se passar no Brasil Império!

Um inglês no Brasil vendo a escravidão e nosso atraso como uma nação, apaixonando-se pela filha de um criado. Eu, particularmente, estou amando esse projeto!

Vou usar certa inspiração da minha novela favorita, Chocolate Com Pimenta, mas não na parte de ter um filho e sumir por sete anos, não!!! Hahaha, a inspiração vem mais na parte da ambientação de sitio e tudo mais, em homenagem até mesmo às minhas origens, cresci metade na cidade, metade no sitio onde meus avós moravam e foi uma infância muito feliz.

Minhas ideias estão bem diferenciadas e estou realmente entusiasmada. Só escrevi rascunhos e o início do prólogo, quero que esse, acima de qualquer outro, seja um livro perfeito nesse âmbito histórico. Vai ser difícil escrever sobre a escravidão? Totalmente, mas quero ser fiel à realidade e mostrar nossa sujeira. Precisamos lembrar do passado para continuar mudando o futuro e fico feliz em fazer parte disso.

Estou estudando muito para trazer o melhor e já tenho até um título. Vou anunciar mais para frente, quando eu ter certeza que vale a pena seguir publicando livros e arriscando.

Realmente foi muito desgastante publicar o primeiro livro, tanto rolo com editora que ninguém merece, mas eu digo pra vocês que escrever é o que alimenta minha alma. Posso escrever mil projetos e engavetar, mesmo assim vai ter valido a pena, porque sei que naquele momento em que estive colocando as palavras para forma, meu cerne estava completo e satisfeito. Eu nasci para isso.

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