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Tudo sobre: Julia Quinn [01]

Biografia, bibliografia e curiosidades sobre Julia Quinn.

Estreando um novo tipo de quadro aqui no blog! Nada original, mas interessante mesmo assim, prometo, hahaha.

Há alguns dias estava conversando com a minha amiga de sempre, Laura, e ela deu a ideia de fazer uma espécie de biografia de alguns autores. No dia, estávamos falando especificamente de Julia Quinn, então nada melhor que começar essa novidade com a rainha dos romances de época, não é mesmo?

Já temos um post com uma lista dos melhores livros dela, você podem conferir clicando aqui. Agora, vamos falar do que interessa: Dividirei o post em três partes, biografia, curiosidades e obras publicadas aqui no Brasil ou fora.

Vamos conhecer um pouco mais dessa rainha?

Biografia:

Julie Pottinger (nascida Julie Cotler), é uma escritora americana que nasceu no dia 12 de Janeiro de 1970 em Nova York, reconhecida pelo pseudônimo Julia Quinn por ser best-seller em diversos países, incluindo Estados Unidos e Brasil. Seus livros já foram traduzidos para mais de 30 línguas e é exemplo de venda na maioria. Sua principal série, Os Bridgertons, teve os direitos comprados pela Netflix, produtora que fará uma série, com Shonda Rhimes no comando.

Julie passou grande parte sua infância na Nova Inglaterra, apesar de também ter vivido na Califórnia algum tempo, devido à separação de seus pais. Curiosamente, seu pai também é escritor (acabou virando depois da filha, mas atualmente segue na profissão, escrevendo para o público infanto-juvenil), e Julie sempre foi uma devoradora de livros. Dizem que seu pai desaprovava suas leituras, nos quais, as principais a serem destacadas é Sweet Dreams e Sweet Valley High, que são séries literárias Young Adult escritas por ghostwriters (escritores fantasmas – que não revelam suas identidades).

Tentando comprovar que seu gosto literário era aceitável e fazia bem para ela, Julie escreveu um livro para Sweet Dreams, o que levou três anos para ser terminado, porém, foi rejeitada.

Acontece que ser escritora não era exatamente o plano dela, tanto que ela se formou na Harvard em História da Arte, e no período final da faculdade queria até mesmo fazer medicina!

Julia chegou a completar alguns pré-requisitos necessários para se candidatar em tal curso e até o empezou na faculdade de Yale, mas, durante esse período que ela começou a escrever sobre o período regencial, assim, apaixonando-se pela escrita e conhecendo novos caminhos já que, após apenas duas semanas no curso de medicina, suas primeiras obras, intituladas como Splendid e Dancing At Midnight haviam sido vendidas em um leilão, fato extremamente raro para um autor iniciante.

Depois de poucos meses na faculdade, três livros dela já estavam publicados e ela percebeu que gostava muito mais de escrever do que de dissecar coisas, mudando seus planos e se voltando integralmente à escrita criativa.

Julia se considera uma feminista e tenta sempre colocar características desse cunho em suas protagonistas. Seus livros são conhecidos por serem originais, bem humorados e espirituosos, com diálogos diferenciados e perspicazes, o que a fez ser conhecida como “a Jane Austen contemporânea”, entre os críticos.

Vale dizer que, embora seja muito criticada entre os fãs e leitores, a obra O Conde Enfeitiçado é altamente elogiada por críticos devido à sua originalidade. Na época em que foi escrita, era anormal ter uma mocinha já feliz e satisfeita com um casamento para o marido falecer e assim florescer uma nova paixão, a segunda história de amor de uma dama.

A maioria de seus livros é dedicada ao marido, Paul Pottinger, muitas vezes com referências a títulos alternativos divertidos para o trabalho. Ela ganhou o prêmio Romance Writers of America (RITA) em 2007 por À Caminho do Altar e novamente em 2008 por The Secret Diaries of Miss Miranda Cheever (em tradução geral: O Diário Secreto da Senhorita Miranda Cheever, livro não publicado no Brasil). Quando venceu em 2010 para o What Happens In London (O que Acontece em Londres, outro livro que ainda não foi publicado no Brasil), tornou-se (na época) a integrante mais jovem e agora é uma das apenas 16 autoras a serem introduzidas no RWA Hall of Fame. Em 2003, ela teve a rara honra de ser retratada na revista Time, uma realização que poucos romancistas de época conseguiram. Em 2005, a Publishers Weekly deu a Para Sir Phillip, Com Amor, uma rara crítica com estrelas, e mais tarde o classificou como um dos seis melhores romances originais do mercado de massa do ano.

Julia, como já dito antes, é casada com Paul Pottinger, um infectologista que ela conheceu em sua época de universitária por meio de amigos em comum. Os dois tem dois filhos juntos: Zoe (19) e Matthew (15), e hoje moram no noroeste do Pacifico, nos Estados Unidos.

Curiosidades:

Sobre ela:

– Ela escreve em uma mesa esteira, mas nada de malhar, a velocidade é bem lenta. Ela diz que é porque é muito melhor escrever em pé do que ficar horas sentada.

– Embora muitos fãs queiram uma versão real de Miss Butterworth e o Barão Louco, Julia já garantiu que não escreverá, pois não tem capacidade de escrever cenas tão absurdas, apesar de ter gostado muito de escrever os trechos inventados.

– Ela é muito amiga da também autora Eloisa James, a mesma que com escreveu a antologia A Dama Mais…, as duas vivem colocando referências dos livros uma da outra em suas obras, inclusive.

– JQ esteve no Brasil durante as férias de 2015 e, surpreendendo-me, ela veio até aqui na minha cidade: Foz do Iguaçu! Parece que ela viajou ponta a ponta do país e adorou a viagem. Pena que nessa época nem conhecia ela, queria dar uma de tiete, hahaha.

Sobre os livros:

– O mundo de Julia Quinn é sempre o mesmo, por isso nas suas séries é possível ver personagens de um livro em outro. Na série Os Bridgertons no quarto livro, Lady Danburry fala para Penelope sobre um sobrinho arredio que ela precisou arrumar-lhe uma esposa sem que ele soubesse. Essa referência é para a duologia Agentes da Coroa ao qual a personagem é quase protagonista de um dos livros.

Os Bridgertons é a quarta série produzida pela autora. De princípio, o intuito de JQ era de escrever uma trilogia, no entanto, o sucesso dessa família e da misteriosa Lady Whistledown foi tanto que a autora resolveu expandir a série e narrar a história dos oito irmãos.

– Ao finalizar a série, a autora recebeu centenas de perguntas dos leitores sobre a família Bridgerton e o que aconteceu com eles mais tarde em suas vidas. Então, JQ decidiu escrever Segundos Epílogos que, inicialmente, estavam disponíveis online como “e-shorts”, mas que depois foram coletados para compor o livro “E Viveram Felizes Para Sempre” lançado no exterior em 2013 com um romance bônus sobre a história da matriarca Bridgerton, Violet.

– As Crônicas Sociais de Lady Whistledown surgiram quase que por acidente. JQ estava escrevendo a cena de abertura de O Duque e Eu, com Daphne e Violet, e de repente ela se tocou que precisava fornecer muita informação (que Daphne vinha de uma família grande, com três irmãos mais velhos, etc) e que não era possível inserir isso tudo num diálogo entre as duas personagens, já que nada disso seria novidade para elas. Daí veio a ideia de colocar tudo numa coluna de fofocas.

– JQ não sabe de onde tirou a ideia de fazer Simon gaguejar, já que nem ela nem ninguém da família dela passaram por isso. Ela pesquisou bastante a respeito, mas não havia muita informação a respeito da condição durante o período regencial, então ela simplesmente teve que imaginar o quão frustrante seria para alguém inteligente como o Simon não conseguir se comunicar com a mesma facilidade das outras pessoas.

– Enquanto JQ estava escrevendo O Duque e Eu, alguém próximo a ela foi diagnosticado com Esclerose Múltipla, então ela decidiu doar parte dos direitos do livro para uma organização que financia pesquisas e ajuda pessoas que vivem com a doença.

– JQ seguiu três linhas diferentes para O Visconde que me Amava antes de achar um enredo e uma premissa que funcionassem. A história requeria que o pai de Anthony tivesse morrido cerca de 10 anos antes do início do livro, mas em O Duque e Eu, que já estava completamente editado mas ainda não publicado, o pai dele havia morrido dois anos antes. Durante a revisão final de O Duque e Eu, ela precisou voltar e fazer todas as modificações.

– JQ adora incluir animais em seus livros. Newton, o corgi gordinho, foi inspirado em Home, um corgi muito amigável que vivia na rua dela. Embora corgis não tenham sido uma raça oficialmente reconhecida na Grã-Bretanha até os anos 1920, eles surgiram no País de Gales na Idade Média. Corgis também são muito populares na família real. Os cães da Rainha Elizabeth são cruzamentos de corgis com dachsunds.

– A cena do jogo de Pall Mall é uma das mais populares entre os leitores da JQ (e no segundo epílogo de O Visconde Que Me Amava, ela reune todos os personagens para uma nova partida). Mas essa cena quase não aconteceu. Quando já tinha escrito cerca de 2/3 do livro, ela percebeu que tudo estava acontecendo rápido demais. Kate e Anthony tinham ido do ódio à admiração muito depressa. Ela percebeu que precisava inserir uma cena em que Kate notasse que Anthony não era um cara tão mau e a melhor forma de fazer isso seria mostrá-lo interagindo com sua família. E assim nasceram o jogo de Pall Mall e o Taco da Morte.

– Pall Mall era o nome do jogo que hoje se chama croqué, embora as regras provavelmente fossem diferentes.

O Visconde Que Me Amava foi finalista do prêmio RITA em 2001, mas infelizmente não ganhou.

Livros publicados no Brasil:

– O Duque e Eu (Os Bridgertons #1) – Lançamento nos EUA: 2000/ No BR: 2013.

– O Visconde que me Amava (Os Bridgertons #2) – EUA: 2000/BR: 2013.

– Um Perfeito Cavalheiro (Os Bridgertons #3) – EUA: 2001/ BR: 2014.

– Os Segredos de Colin Bridgerton (Os Bridgertons #4) – EUA: 2002/ BR: 2014.

– Para Sir Phillip, Com Amor (Os Bridgertons #5) – EUA: 2003/ BR: 2015.

– O Conde Enfeitiçado (Os Bridgertons #6) – EUA: 2004/ BR:2015.

– Um Beijo Inesquecível (Os Bridgertons #7) – EUA: 2005/ BR: 2016.

– À Caminho do Altar (Os Bridgertons #8) – EUA: 2006/ BR: 2016.

– Felizes Para Sempre (Os Bridgertons #9) – EUA: 2013/ BR: 2016.

– Simplesmente o Paraíso (Quarteto Smythe-Smith #1) – EUA: 2011/ BR: 2017.

– Uma Noite Como Esta (Quarteto Smythe-Smith #2) – EUA: 2012/ BR: 2017.

– A Soma de Todos os Beijos (Quarteto Smythe-Smith #3) – EUA: 2013/ BR: 2017.

– Os Mistérios de Sir Richard (Quarteto Smythe-Smith #4) – EUA: 2015/ BR: 2017.

 

– Como Agarrar uma Herdeira (Agentes da Coroa #1) – EUA: 1998/ BR: 2017.

– Como Se Casar Com um Marquês (Agentes da Coroa #2) – EUA: 1999/ BR: 2017.

– Lady Whistledown Contra-Ataca (Lady Whistledown #1) *Antologia de contos junto de Mia Ryan, Suzanne Enoch e Karen Hawkins – EUA: 2003/ BR: 2017.

– Nada Escapa a Lady Whistledown (Lady Whistledown #2) * Antologia de contos junto de Mia Ryan, Suzanne Enoch e Karen Hawkins – EUA: 2004/ BR: 2018.

– Mais Lindo que a Lua (Irmãs Lyndon #1) – EUA: 1997/ BR: 2018.

– Mais Forte que o Sol (Irmãs Lyndon #2) – EUA: 1997/ BR: 2018.

– Uma Dama Fora dos Padrões (Os Rokesbys #1) – EUA: 2016/ BR: 2018.

– Um Marido de Faz de Conta (Os Rokesbys #2) – EUA: 2017/ BR: 2019.

– Um Cavalheiro a Bordo (Os Rokesbys #3) – EUA: 2018/ BR: Previsto para o segundo semestre de 2019.

– A Dama Mais Desejada (A Dama Mais… #1) *Antologia de contos com Eloisa James e Connie Brockway – EUA: 2010/ BR: 2019.

– A Dama Mais Apaixonada (A Dama Mais… #2) *Antologia de contos com Eloisa James e Connie Brockway – EUA: 2012/ BR: Previsto para o segundo semestre de 2019.

Livros lançados apenas lá fora e sem previsão de lançamento aqui:

– Splendid (Splendid Trilogy #1) – 1995.

– Dancing At Midnight (Splendid Trilogy #2) – 1995.

– Minx (Splendid Trilogy #3) – 1996.

– “A Tale of Two Sisters” in Where’s My Hero? *Antologia de contos com Lisa Kleypas e Kinley MacGregor – 2003.

– The Lost Duke of Wyndham (Two Dukes of Wyndham #1) – 2008.

– Mr. Cavendish, I Presume (Two Dukes of Wyndham #2 – 2008.

– The Secret Diaries of Miss Miranda Cheever (Bevelstoke series #1) – 2007.

 – What Happens in London (Bevelstoke series #2) – 2009.

– Ten Things I Love About You (Bevelstoke series  #3) – 2010.

– “Gretna Greene” in Scottish Brides *Antologia de contos com Stephanie Laurens, Christina Dodd e Karen Ranney – 1999

– “. . . and a Sixpence in Her Shoe” in Four Weddings and a Sixpence *Antologia de contos com Elizabeth Boyle, Stefanie Sloane e Laura Lee Guhrke – 2016.

Ufa! Esse foi o post mais difícil que já escrevi para o blog, mas é muito bom ver seu resultado final, espero que gostem! ❤️

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