Resenhas

RESENHA: Inventei Você?

Esse livro fez mais sucesso agora em março e abril por causa do #Pandle, que é o clube de leitura da Pam Gonçalves em que todos os meses, os participantes leem algum livro do Kindle. Eu não faço parte do projeto (mas boatos de que nós vamos começar algo parecido aqui no blog), mas sempre vejo qual é o livro da vez para ver se desperta o interesse.

Dessa vez, o livro foi Inventei Você?, que conta a história de uma menina com esquizofrenia que muda de escola, tem que fazer novos amigos, lidar com os pais, etc.

Primeiramente, vamos deixar claro uma coisa. O livro é sim de uma menina esquizofrênica, mas em vários momentos dá para esquecer desse detalhe. Ela tem uma voz que está constantemente falando com ela, mas em qualquer outro livro poderia ser simplesmente o pensamento dela. Alex, a personagem principal, também tem algumas alucinações às vezes, mas tirando essas partes, não tem nada que realmente demonstre a doença.

A parte mais marcante do livro foi, sem dúvida, a parte em que ela descobre que sua irmã Charlie foi uma grande ilusão. Essa foi a única vez em que sua condição foi tratada de um jeito satisfatório e foi realmente chocante ver o que podemos criar em nossa mente.

Mas colocando a parte da esquizofrenia um pouco de lado, vamos falar um pouco dos personagens. O casal principal, Alex e Miles, realmente me conquistou, principalmente Miles. Os dois foram bem construídos, ela dentro de suas loucuras e ele de seus problemas. Foi bem clichê aquela história de ele ser o único amigo dela na infância, mas o que posso dizer? Eu amo um clichê.

Já o resto dos personagens, foram todos meio estranhos. Praticamente nenhum foi bem desenvolvido e a história envolvendo o diretor e a aluna foi muito estranha.

O final, pelo menos para mim, foi muito confuso. Não dava para entender o que era real e o que não era, o que tinha acontecido, não dava para entender nada. E a parte de Miles então? Eu achava que Alex estava preocupada por ele tentar se suicidar, mas ela vai para a casa dele e o problema é o pai? Entendi o contexto do que aconteceu no final, mas tive que ficar pensando por um tempinho até isso acontecer.

Resumindo, a única coisa que de fato me prendeu no livro foi o relacionamento de Alex e Miles e o próprio Miles. Não achei que a esquizofrenia foi bem retratada e o “mistério” principal também não teve um resultado muito bom.

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