Resenhas

RESENHA: Norte e Sul, de Elizabeth Gaskell.

Saiba minha opinião sobre o clássico Norte e Sul.

Livro: Norte e Sul.

Autora: Elizabeth Gaskell.

Páginas: 746.

Editora: Martin Claret.

Lido em: 7 dias.

Skoob

Já falei um pouquinho desse livro, que aqui será resenhado, lá no Instagram, rasguei-me em elogios e agora que acabei de ler, vou falar mais minuciosamente sobre essa obra clássica e maravilhosa.

Sinopse:

Publicado em 1854, “Norte e Sul” retrata os efeitos da Revolução Industrial no solo inglês. As personagens principais: Mr. Thornton e Margaret dualizam o norte (industrial, sujo e sem modos) e o sul (bucólico e aristocrático). O relacionamento entre os dois pode evocar no leitor lembranças de Orgulho e Preconceito , pois, assim como na obra de Austen, as personagens de Gaskell também precisam passar por cima das convenções sociais e dos pré-conceitos em busca do amor e da realização. O romance “Norte e Sul” foi escrito e publicado na revista Household Words na forma de folhetim, como era de costumeiro, no ano de 1854, quando a Inglaterra sofria os efeitos da Revolução Industrial e das mudanças delas advindas. A mola propulsora do enredo é a mudança da família de Margaret, da idílica cidade de Helstone, sul da Inglaterra, para o centro industrial de Milton-North.

Quando comecei esse livro estava super ansiosa, primeiramente porque assisti a série e adorei. A capa também é linda, comprei a versão de capa dura e esse livro é a coisa mais linda! A Martin Claret está de parabéns, olha… Estava tudo perfeito: diagramação, espaçamento, revisão… Tenho poucos livros dessa editora, mas já percebo que é de um trabalho louvável e caprichoso. Mesmo que seja mais caro, vale a pena comprar.

Começando a falar da história agora, preciso admitir que o início é realmente maçante, pois são expostas algumas situações que não têm muita relevância pro enredo em si, entendem? É mostrada nossa protagonista, Margaret Hale e um pouco de sua situação antes da mudança fatídica.

Digamos que as 100 primeiras páginas são um tanto quanto desnecessárias, mas depois que ela e sua família se estabelecem em Milton e a história começa a verdadeiramente ocorrer, fica incrível. Não temos apenas um romance aqui. Há toda uma crítica social muito consistente. Elizabeth Gaskell se propôs a trabalhar com os efeitos da Revolução Industrial e foi um trabalho extremamente bem feito. Ficou excelentemente retratado, eu me senti naquela época, como se estivesse vendo aquelas pessoas sofrendo, morrendo por causa de uma cidade altamente industrial que prejudicava a saúde delas por causa das fábricas.

Toda a questão da greve também merece ser ressaltada. Ouvimos muito do lado dos burgueses e pouco do proletariado na escola, é legal ver o sindicato e o desenvolvimento da greve. Como eu disse, ler esse livro é como realmente viver naquela época, isto se você se deixar envolver completamente.

A obra mantém um ritmo ativo até as 100 últimas páginas, onde voltamos a ter algumas partes maçantes e um pouco desnecessárias. O meio ali, entre as páginas 300 e 600 é muito agitado, eu cheguei a ler 200 páginas em um único dia, mas esse final eu fui levando nas coxas, porque estava complicado mesmo.

Eu cheguei a tirar 0,5 estrelas do livro por causa disso, achei muita enrolação, muitas partes podiam ser resumidas, mas foram alongadas ao máximo e a leitura se tornou pesarosa por causa disso. Mas essas partezinhas foram os únicos defeitos desse livro tão completo e genial.

Mesmo com o romance tendo ficando de segundo plano, eu amei. O sr. Thornton já virou meu novo crush literário! Ele é muito fofo. A persistência em cima de Margaret mesmo com a rejeição e antipatia injustificada dela… Que amorzinho, só queria encomendar um para mim!

Margaret, ainda que tenha atitudes imaturas e chegue a ser chata em alguns momentos, é uma personagem muito forte, o pilar dessa história. Tive minhas reservas quanto a ela considerando a forma como tratava o John e tudo mais, mas ainda assim a admiro muito, acredito que eu não teria aguentado nem metade do que ela aguentou praticamente sozinha.

Quanto aos outros personagens não tenho muito a dizer. Não gostei muito dos pais de Margaret, nem da mãe de Thornton. Betsy era legal e fiquei triste pelo seu final. Sr. Bell também merece destaque, a lealdade dele no final foi fascinante.

Li algumas resenhas reclamando quanto à dramaticidade das reações dentro desse livro, mas assim, se você ler qualquer livro escrito em séculos passados, verá que era típico das épocas essas reações exageradas. Os livros de Jane Austen tem um monte disso, então já estava acostumada e mal percebi. Acho que a forma de escrever mais antigamente era meio teatral mesmo, não tem jeito, é se adaptar ou evitar de ler.

Finalizando essa resenha, digo que esse livro, apesar de longo, é muito bom e merece mais reconhecimento. Ouço poucas pessoas falando sobre ele, acho que seria interessante ler isso até para saber mais da Revolução Industrial, para os leitores que estão no ensino médio, fica a dica! Vou tirar uma estrela por causa das partes maçantes que citei mais em cima (infelizmente aqui não tem como deixar 4,5), mas saibam que ainda assim a obra se encaixa perfeitamente dentre o seleto grupo de livros “excelentes”.

4 estrelas.png

[Meu Skoob para quem quer estar por dentro de minhas próximas leituras]

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