Resenhas

O Menino Feito de Blocos e o lado bom da internet

Falar mal das coisas é moda, principalmente quando é algo famoso, principalmente quando é algo tão complexo como a internet. Sim, temos webbullying, assédio, pedófilos, machistas, pessoas extremistas, todo o tipo de coisa ruim. Mas será mesmo que não existe nada de bom nesse mundo?

Primeiramente, vamos falar um pouco do livro para quem não conhece. Ele conta a história de um homem que acabou de se separar da mulher que ele ama e tem um filho autista do qual ele não sabe nada. O menino, Sam, teve um péssimo desenvolvimento ao longo de sua vida e não sabe como expressar nada do que ele quer. No meio de tudo isso, Sam ganha um xbox e começa a jogar Minecraft. O pai, para ter um jeito de se aproximar do filho, compra livros sobre o assunto e começa a jogar também.

Dentro do jogo, Sam era uma criança como qualquer outra. Conversava com o pai sobre seus dias, enfrentava seus medos, conheceu pessoas e fez amigos. Com pouco tempo de jogo, ele se desenvolveu mais do que em anos em uma escola mal preparada.

Já está mais que comprovado que aquele velho método de sentar em uma sala de aula e ficar copiando o que o professor fala não é de fato efetivo, mas sim colocar esses conhecimentos adquiridos em prática. Uma das coisas que mais gosto na faculdade é a quantidade de aulas práticas que temos. O conteúdo é fixado no cérebro e você nunca mais esquece.

Quantos jogos educativos existem? Na App Store existe uma categoria específica para esses tipos de jogos. Claro, existem jogos extremamente violentos, mas aí cabe aos pais saber o que os filhos estão jogando.

Também podemos ir um pouco além dos jogos. Existem artigos, sites, blogs para todos os gostos e a maioria são gratuitos. É possível comprar e baixar livros, filmes, séries, sendo muitos também gratuitos. Não é necessário passar uma tarde na biblioteca para tirar uma simples dúvida. A vida se tornou muito mais simples.

É muito legal analisar um pouco dessa geração que quer ser youtuber. Muita gente pensa que é besteira, mas é uma questão um tanto quanto profunda. Antes, muitos pais que moram nas favelas e que não possuem condições financeiras acreditavam que o único jeito de sair dessa situação seria se o filho fosse jogador de futebol. Hoje, com exemplos como Felipe Neto e Whindersson Nunes (tive que pesquisar como escreve o nome da criatura), vemos que é possível enriquecer com algo “simples”. Mas assim, muitas aspas na palavra simples porque sabemos que tanto o futebol como o YouTube são profissões como todas as outras e possuem muitas dificuldades.

A questão é que gravar vídeos de um assunto do gosto da criança, mandar para os amigos, ver o resultado daquilo que ela fez, é muito bom. Isso não necessariamente virará sua profissão, é um caminho difícil, mas pode virar seu maior hobby, sua maior diversão.

Esses são apenas alguns exemplos que a internet não é um monstro, mas sim um aliado. O problema são as pessoas mal intencionadas, mas elas existem em todos os lugares. Quando se tratam de crianças, os pais devem saber o que elas estão acessando. Adolescentes devem ter os pais disponíveis para conversar caso algo de errado aconteça. Tirando as pessoas, a internet é a melhor coisa já inventada pela humanidade.

um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: