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Série X Livro [05]: The Handmaid’s Tale (O Conto da Aia).

Comparando o livro O Conto da Aia com sua adaptação televisiva, The Handmaid's Tale.

Acho que esse post não vai render muitas views, mas vou fazê-lo da mesma forma.

Vamos comparar adaptação com obra original de novo? Dessa vez de uma série tremendamente renomada, como Emmys, Globos de Ouro, Critic’s Choice e mais? The Handmaid’s Tale ou o Conto do Aia é o alvo de hoje.

Se eu for ser bem sincera, preciso dizer que o livro não me agrada muito. Gostei da leitura, me fez refletir, mas achei que não conseguiu me fazer sentir aquele horror, a incredulidade que precisava. Na verdade foi uma experiência meio apática para mim. A narrativa é monótona e não consegue transpassar o sentimento necessário, mesmo que a premissa seja fantástica e os questionamentos que ela traz também.

Eu fui esperando muito e no fim das contas não foi o que eu esperava, fiquei decepcionada e fui assistir a série com um pouco de medo, mas por sorte a história funcionou bem melhor na televisão.

Começando a comparação, uma grande diferença é a exploração da protagonista. Elizabeth Moss dá um show como June, no livro a personagem parece um robô, já na série ela tem uma personalidade, um instinto guerreiro muito mais palpável. No livro ela não fala o nome dela, sendo referida como Offred o tempo inteiro, eu aprovei completamente a adição disso na série, porque dá uma pessoalidade a mais, você consegue sentir mais empatia pela personagem, perceber que ela é uma pessoa real que poderia muito bem ser nossa amiga. Na obra original eu não senti isso, sabem? Então nesse ponto a adaptação dá um banho, indiscutivelmente.

Offglenn, ou Emily, também é melhor explorada. No livro nós não recebemos muita informação dela e gostei deles terem explorado a questão homossexual, pois isso fica mais em aberto no livro. Sabemos o que acontece com as mulheres como um todo, mas e as homossexuais? Não é mostrado isso, a série novamente dando uma aula de profundidade para a Margaret Atwood.

Janine é só citada vez ou outra como uma pessoa chata e sem cérebro, em muitos momentos eu senti um quê de rivalidade feminina ali, o que não gostei, por isso, mais uma vez, a série sai ganhando. Você quer fazer um livro para questionar a forma como as mulheres são tratadas, execrar o machismo, mas coloca rivalidade feminina no meio? Não tem como defender, né.

Todos os personagens recebem uma profundidade maior, sem exceção. Então como reclamar disso?

Uma única cena que eu lembro ter achado bizarra e esperava ver na adaptação, mas não teve, foi uma em que o pessoal da casa, empregados, comandante e esposa, vão assistir TV e é muito estranho. O clima que fica é uma coisa que assim… É indescritível. Todos estavam no recinto claramente obrigados e o comandante está tranquilo assistindo normalmente. Não vou conseguir escrever a cena com exatidão para vocês porque ela é bisonha mesmo e eu gostaria de tê-la visto na série, pena que não teve.

Houve outra cena também de turistas lidando com as aias, eles tiravam fotos delas e falavam como se fosse um ponto turístico mesmo, não seres humanos.

Lembro-me que mudaram também muitas coisas em relação a Moira, quando June e ela se encontram e ela vivia aquela vida terrível, mostrando que as mulheres realmente não tinham saída naquela sociedade.

Mas falando de forma geral, a adaptação é muito fiel, apenas tornando o enredo melhor, mais verossímil e palpável.

Como não há muita descrição de personagens, não tem como falar de caracterização. O elenco ficou diversificado e acho isso bom. As atuações são incríveis e isso é o que mantém o renome dessa série. Não há muito o que dizer, realmente.

Vale ressaltar que o livro é único e termina na primeira temporada da adaptação. Tudo que vem da segunda para frente é original dos roteiristas da série e eles fazem um trabalho excelente ao expandir o universo.

Como eu disse, no livro as coisas ficam muito limitadas, nada é muito explorado, os roteiristas aproveitam do espaço e liberdade que têm para usar das várias opções que há. E disso rendeu vários enredos incríveis, a visibilidade que eles deram para as pessoas que conseguiram fugir mesmo, é muito intrigante ver essa parte daquela sociedade.

A luta de June por Hannah, sua filha mais velha, também. June é uma guerreira, simplesmente, uma mulher de fibra e a cada episódio essa sua força é mais e mais explorada, mostrando que além de uma mulher admirável, ela também é uma baita mãe que jamais desistiria de sua filha mesmo que tenha de se sacrificar para isso.

As partes técnicas, roteiro, direção, atuação, de fato são maravilhosas e merecem todo o reconhecimento que recebem.

Estou muito ansiosa para a terceira temporada para ver o que mais nos prepararam! Espero que não demore.

[Meu Skoob para quem quer estar por dentro de minhas próximas leituras]

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