Resenhas

RESENHA: A Fórmula da Felicidade

Esse foi um dos livros que fiquei mais animada para ler, mas que me decepcionou completamente. Não posso dizer que foi uma desgraça completa, dois capítulos salvaram, mas o resto do livro foi tão entediante que o abandonei por semanas.

A premissa do livro é muito boa. É bem para aqueles que querem ler um livro de autoajuda, mas que ao mesmo tempo não quer aquele papo todo de felizes para sempre. O cara é um engenheiro do Google, o que nos faz acreditar que o livro nos mostraria o tal do caminho para a felicidade de uma maneira mais lógica. Erro meu.

O maior problema dos livros de autoajuda é que eles não são histórias, é alguém explicando alguma coisa. É como se fosse uma aula. E como qualquer aula, o professor pode ser muito interessante ou extremamente entediante. Acho que nesse ponto da resenha, vocês já sabem qual é o caso aqui.

Mas esse ainda tem mais um ponto que me irritou completamente. O livro fala muito sobre os sentimentos, principalmente os sentimentos negativos. O autor bate muito na tecla de que temos que ignorar todos os sentimentos ruins já que nenhum deles remete à coisas do presente. Ele mostra uma tabela com todos os sentimentos e mostra se eles estão no presente, passado ou futuro. Quando eu vi esse quadro pela primeira vez, achei ele interessante, mas não precisei pensar muito para me tocar de que isso era péssimo.

Essa história de ignorar aquilo que te faz mal e acabar com os pensamentos tristes simplesmente não funciona. Você pode fazer isso, mas creio que se arrependerá no futuro. Sabe aquela velha história? Depois da tempestade, vem o arco-íris. É nisso que você deveria acreditar. As pessoas interpretam como se depois de toda coisa ruim, vem uma coisa boa. Eu interpreto de um jeito um pouco diferente. Precisamos dos sentimentos ruins para podermos identificar os bons.

Quando estamos tristes, é bom quando um amigo vem nos ajudar. Mas nós só presenciamos esse sentimento bom porque estávamos com um ruim antes. Se isso não acontece, se nada e deixa triste, nada te deixa feliz também. Você entra em um estado de passividade em que nada acontece.

Eu li algo parecido em um livro chamado A Linguagem das Emoções. Ele trata muito desse assunto de sentimentos e tem uma boa parte dedicada ao controle emocional. Todos nós devemos desenvolver nossa inteligência emocional, mas algumas pessoas levam isso ao extremo, tentando eliminar qualquer emoção.

A Linguagem das Emoções deixa claro o quanto esse extremo é prejudicial, mas A Fórmula da Felicidade não. Muito pelo contrário, eles querem que você não tenha mais nem uma emoção negativa. Lamento informar, é impossível.

Mas para não dizer que foi um desperdício completo de tempo, gostei muito de dois capítulos. O primeiro deles foi o capítulo que se tratava do medo. Achei legal que ele te leva a descobrir o que tem por trás de medos bobos que você tem.

O outro, que me prendeu do início ao fim, foi o último que fala sobre a criação do mundo. O autor não fala de uma religião especifica, muito pelo contrário, ele deixa bem claro no começo que não está falando de religião, mas ele mostra com números, com a lógica, que é praticamente impossível o mundo ter surgido do nada, totalmente ao acaso.
É estranho pensar nisso, muitos de nós acreditamos na teoria do Big Bang, mas isso é apenas uma teoria, não é nada comprovado, temos apenas indícios. Qual é a prova de que realmente algo ou alguém não ajudou?

Enfim, essas foram as únicas duas coisas que eu gostei do livro inteiro. Ele é bem escrito e a história de vida do autor é interessante, mas a ideia passada por ele não é nada boa.

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