Resenhas

RESENHA: A Revolução dos Bichos.

Saiba minha opinião sobre o clássico A Revolução dos Bichos.

Livro: A Revolução dos Bichos.

Autor: George Orwell.

Páginas: 156.

Editora: Companhia das Letras.

Lido em: 1 dia.

Como o próprio nome diz, esse livro se trata de uma revolução de animais.

Em uma pequena fazenda no interior da Inglaterra, o grupo de animais que lá vive decide que não quer mais ser tratado como subordinado, eles passariam a mandar em tudo e teriam autonomia sob suas próprias produções.

Depois de várias lutas, eles conseguem o que querem, e assim o livro vai se desenvolvendo.

Amei esse livro. É uma crítica direta à Revolução Russa e à Guerra Civil Espanhola, mas você consegue encaixar esse livro em qualquer revolução.

Ele mostra como o poder pode ser mais complicado do que imaginamos, como aqueles que um dia foram revolucionários, podem se tornar tudo aquilo que sempre criticaram. Eu não tenho defeitos a apontar nesse livro, honestamente. Por isso, talvez, essa resenha fique um tanto monótona.

Você reflete a cada novo acontecimento daquela pequena fazenda, a forma como os mandamentos são mudados sempre que conveniente para Napoleão, o líder, a manipulação, hipocrisia, incompetência e muito mais.

De verdade, posso fazer aqui um texto de 5000 palavras que ainda teriam mais coisas proveitosas para tirar ali no meio.

Para começar, é clara a referência de que o porco ancião que empeza toda essa revolução, fazendo os outros animais pensarem e perceberem a realidade terrível que vivem, representa Karl Marx. Ele propôs uma ideia que realmente parecia boa na teoria, mas na prática não funciona, por causa da racionalidade e, principalmente, do poder. O porco morreu antes de poder ver o estrago que sua ideia causou, acho que a analogia é realmente válida, especialmente se levarmos em consideração que o autor era de esquerda, ou seja, apoiava o socialismo, porém, com a sua carreira de jornalista e vivência no meio das revoluções de sua época, nota que seus ideais não são perfeitos (como nenhum outro) e traz essa obra que é ótima para reflexão nesse tópico.

Pois, não importa quantas revoluções façamos, nem quantas vezes tentamos instalar uma nova forma de governo, sempre precisaremos de um líder e seremos, em maioria, subordinados, porque nosso instinto diz que tem que ser assim. Da mesma forma que não conseguimos nos controlar quanto temos o poder em mãos, sempre existirá um certo declínio nesse ponto, porque o ser humano simplesmente é assim desde os primórdios de sua existência.

Somos animais racionais, mas ainda animas que são levados por instintos, como aqueles mostrados no livro. E a última frase do livro demarca bem isso, acho que não teria como o livro se findar de melhor forma.

Lembro-me também de uma frase muito marcante que era “humano bom é humano morto”, que já a vi sendo muito usada em diversos outros materiais, como em Dama da Meia-Noite da Cassandra Clare, mas neste voltado para fadas, e, ainda assim, é sempre impactante ler algo do tipo. Nunca usei essa frase para me referir a qualquer classe da sociedade, mas acho interessante as pessoas já usaram lerem esse livro e refletirem. Só digo isso, pois não quero entrar no mérito.

Achei esse livro tão bom, que em um post no Instagram comentei que preferiria mil vezes um livro como este aos do Machado de Assis sendo distribuídos nas escolas. Tive uma discussão saudável com uma moça nos comentários sobre o assunto, onde ela defendia que os autores nacionais deviam ser valorizados e tudo mais. Até aí eu concordo, mas se você pegar os clássicos brasileiros e este livro, meu Deus, a profundidade… Não tem nem comparação.

Eu sinceramente acho essencial passar essa obra nas escolas, ela tem uma leitura fácil, fluída e rápida, podendo abranger assunto dentro de Literatura, História, Filosofia e Sociologia, é um livro muito completo que com certeza traria interesse para a maioria dos alunos que lessem.

Não desvalorizando os autores nacionais, cada um com seu mérito, claro, mas se você perguntar para qualquer adolescente minimamente maduro, acho que não haveria dúvidas de qual livro ele preferiria.

Enfim, falei bastante sobre o livro, fiz analogias, acho que dá para ter uma boa ideia de como ele é com essa resenha. Acredito que é uma leitura obrigatória para qualquer ser humano, honestamente. George Orwell pega uma circunstância nada nova na história humana e a transforma numa fábula, para jogar bem na nossa cara nossos maiores erros e defeitos, fazendo-o de forma esplendorosa. É louvável, simplesmente.

5 estrelas

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