Resenhas

RESENHA: O Diário de Anne Frank.

Dando minha opinião sobre O Diário de Anne Frank.

Livro: O Diário de Anne Frank.

Autora: Anne Frank.

Páginas: 376.

Editora: BestBolso.

Lido em: 3 dias.

Certo, esse post é uma incógnita, não sei se renderá muitos leitores, mas vamos lá, vou fazer mesmo assim.

Já tinha ouvido falar muito do Diário de Anne Frank e nunca me interessei muito em ler, porque sei lá. Não me atraia o suficiente para falar verdade e penso que talvez fosse melhor eu ter lido mais nova, porque Anne tinha 13 anos quando empezou a escrever esse diário, em 1942, devido à ascensão do nazismo, ela e sua família se reclusaram em um Anexo Secreto, na Holanda.

O mais interessante desse livro é exatamente ser escrito por uma garota de 13 anos. Anne é uma garota muito à frente de seu tempo e eu me identifiquei bastante com algumas de suas inseguranças e divagações juvenis, outra coisa interessante foi o amadurecimento dela, fator esperado, considerando o alto risco que sofria somente por existir. Você vê esse processo quase que passo a passo, o que eu achei um ponto muito positivo do livro.

É importante ressaltar que não temos visões dos campos de concentrações nem nada assim, a história inteira se passa no Anexo e nos é mostrado a relação de Anne com os moradores do mesmo juntamente com a sua família.

Anne é uma menina muito curiosa, extrovertida e inteligente, o que, digamos, incomoda todos ao seu redor. E eu imagino bem o porquê, conheço alguns alemães bem fechados que qualquer brincadeirinha é mal vinda, mas enfim, ela se autodenominava ovelha negra e assumia que era um tanto exagerada às vezes, apesar de sempre reforçar sua personalidade.

Ela tem uma fase depressiva e apaixonada que acredito terem sido o ápice do livro. O amadurecimento se mostrou ainda mais palpável quando ela se apaixonou, e vale dizer que foi nessa parte também que se pode levantar alguns questionamentos sobre a sexualidade de Anne, que admite admirar o corpo das mulheres e sentir certo êxtase ao vê-los. Nas primeiras edições essa parte chegou a ser cortada, mas hoje somos agraciadas com ela e reforça aquela ideia de que Anne era bastante avançada de fato.

Acho que esse livro foi legal principalmente para você ter noção do cenário da segunda guerra pela visão dos judeus. Nos acostumamos a vê-los como milhões de pessoas sem nome, sem personalidade, sendo mortas apenas porque seguem determinada religião, aqui vemos os lados daqueles que lutaram para se salvar até o último minuto.

Vocês já sabem que não sou de me emocionar muito, e não me emocionei com esse livro, apesar de o coração ter apertado cada vez que eu lembrava que aquela menina tão jovem e esperançosa morreria, a coisa que mais me afetou foi a ansiedade. Isso de ficar preso num lugar mal podendo olhar na janela… Que agonia, sinceramente. Anne conseguiu passar muito bem a sensação de estar enclausurada, o que é louvável e ao mesmo tempo aflitivo.

Mas claro, nem tudo são flores e, embora muitas das reflexões da garota fossem interessantes, tinham outras que não via muita necessidade de estar ali, sabem? Me deixava entediada em alguns momentos, porque não deixa de ser as divagações de uma menina de 13/14 anos, que convenhamos, é uma fase desgraçada, mesmo para os mais evoluídos.

Você se acha o centro do universo, fica irritado com tudo, todos, etc… Então, eu, com 18 anos agora, fiquei meio enjoada com alguns pensamentos, sorte que conforme as páginas foram passando, isso foi melhorando e ficou mais aprazível de se acompanhar. Por isso que no início da resenha eu tinha citado que talvez fosse melhor eu ter lido esse livro mais nova, acho que me identificaria bem mais com a autora e, consequentemente, a leitura me agradaria mais.

Por fim, digo que acho bom as pessoas lerem esse livro. Anne falou mais de uma vez que queria ser escritora e ficar eternizada, o que aconteceu e espero continue assim, porque essa garota é um exemplo, tem muitas pessoas mais velhas que não tem o discernimento dela, naquela época pacata e turbulenta.

Todo o dinheiro arrecadado é voltado para a Anne Frank Fonds, e direcionado ao auxílio de crianças necessitadas pela UNESCO, o que torna a compra dele muito importante. Ademais, para os interessados em história como eu, é sempre bom ter visões diferentes das coisas, vemos muitas coisas sobre Hitler, eu mesma já assisti uns 15 documentários sobre ele, e sempre abri links que apresentavam curiosidades sobre, talvez porque a mente do cara é algo que realmente traz curiosidade para se entender, apesar dele não passar de um ser humano normal, mas é essencial ver a parte dos judeus também, sendo Anne uma figura muito conhecida e importante.

Mesmo que em alguns momentos pareça não valer a pena continuar por causa dos pensamentos infantis, relevem, garanto que melhora com o passar do tempo e da leitura. Indico para qualquer pessoa, de verdade, não é um livro excelente nem tem nada de novo, mas como eu disse, abre nossa mente, nos faz refletir.

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