Resenhas

RESENHA: Assassinato no Expresso do Oriente

Lembram que fiz uma resenha de O Assassinato de Roger Ackroyd? É impossível não amar a Agatha Christie depois daquele livro. No mesmo dia em que acabei aquele, já encomendei um box com mais três livros, e hoje vou falar do primeiro dele.

Assassinato no Expresso do Oriente é a obra mais famosa de Agatha Christie. Já teve uma adaptação que estou doida para assistir, mas, por enquanto, vamos focar no livro. Só avisando, a resenha estará cheia de spoilers, principalmente do final.

Para quem não sabe, o livro se passa em uma das muitas viagens do Expresso do Oriente que viajava pela Europa. Dessa vez, Poirot foi chamado para ir à Inglaterra resolver um caso e o trem estava mais cheio que o normal nessa época do ano.

O trem tem que parar por causa de uma nevasca super forte e, enquanto isso, um assassinato acontece. O dono do expresso, que era um amigo de Poirot, o pede para desvendar o mistério.

A história é dividida em três partes: Os Fatos, Os Testemunhos e Hercule Poirot Para e Pensa.

O livro não me prendeu tanto no começo, eu admito. Não sei se foi porque eu estava com sono ou o que aconteceu, mas eu achei o início um pouco confuso. Diferente do que eu disse sobre O Assassinato de Roger Ackroyd, os nomes não me confundiram dessa vez. Todos os personagens têm características e nomes bem marcantes, o que é ótimo.

Mas assim como no outro livro, temos muitas frases em francês. Por mais que eu queira, eu não falo francês (só o básico do básico), então é difícil entender algumas coisas. Como nos dois livros que li da Agatha possuem essa peculiaridade, provavelmente todos os outros também têm, então só nos resta aceitar.

A investigação do caso em si é uma das melhores coisas do livro. Como o trem está parado devido à neve, longe de qualquer civilização, Poirot e as pessoas que estão cuidando do caso têm que se virar com aquilo que tem dentro do trem. Não é possível sair e ir até a policia investigar se a história de alguém é verdadeira.

Se fosse possível descobrir o passado dos ocupantes do trem, seria fácil de ver que todos tinham alguma relação com a família da criança morta. Mas, como isso estava fora de questão, a única coisa que eles tinham eram as dúvidas de Poirot.

O que finalmente me leva ao final da história. Nós sabíamos desde o começo que não era apenas um assassino… Mas não sabíamos que eram doze!

Como todo romance policial, o leitor começar a desconfiar de uma pessoa no começo, depois muda de opinião, depois muda novamente e por aí vai. Mas é praticamente impossível alguém que diga que imaginou isso desde o começo.

Mas a melhor parte do final é a escolha que Poirot oferece. Claro que ele sabia qual era a opção correta, mas ele também sabia que haviam pessoas muito importantes naquele trem. Uma princesa, um ex militar, seria um escândalo muito grande prender treze pessoas.

Acho que as pessoas nem acreditariam naquilo, mesmo que a verdade estivesse na cara delas. É mais fácil incriminar apenas uma pessoa e deixa-la ser presa por um crime brutal, montando uma teoria falha em diversos pontos, do que contar a verdade e deixar todo mundo pasmo.

Como algumas pessoas eram prestigiadas na cidade, provavelmente não passariam muito tempo na cadeia. Mas pessoas como o condutor e o valete, levariam a culpa pelos outros e morreriam presos.

Dá para fazer um ótimo paralelo com a sociedade que temos hoje, em que o dinheiro e o status da pessoa determina se a justiça será aplicada ou não. Não é citada qual foi a versão escolhida por eles, mas no fundo sabemos qual foi. É mais fácil aceitar que uma pessoa matou um cara movida por ódio do que doze empregados reunidos em um trem para vingar a morte de uma criança.

5 estrelas

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