Resenhas

RESENHA: Os Tambores do Outono – Parte 1 e 2.

Saiba a minha opinião sobre o quarto volume da série literária Outlander.

Livro: Os Tambores do Outono (Outlander #4)

Autora: Diana Gabaldon.

Páginas: 576 + 498 = 1074.

Editora: Arqueiro.

Lido em: 5 + 4 = 9 dias.

Falando de Outlander aqui de novo, porque essa série não pode morrer, hahaha.

Hoje a resenha é de Os Tambores do Outono, onde vou falar mais especificamente da parte 2, porque é minha leitura mais recente, estando mais fresca na mente.

Pois bem, a primeira parte é dividida entre a óptica de Claire, no século XVIII e Brianna junto de Roger, no século XX. Na parte da Claire nós vemos como está sendo a adaptação dela e Jamie nas novas terras, na América.

Eu gostei muito desse livro, uma das coisas que mais amo na Diana Gabaldon é a consistência histórica que ela dá às suas obras. Toda vez que leio esses livros é como se realmente estivesse vivendo na época junto dos personagens e acredito que essa sensação é uma das melhores coisas na vida de um leitor, pois traz credibilidade à história que se está lendo.

É mostrado como o nosso casal principal lida com a nova vida, agora com Jamie livre e os dois finalmente juntos sem vigentes ameaças, também nos é apresentado os índios nativos e diversas tramas relacionadas ao “novo mundo”, o que volta naquilo que eu estava falando da consistência.

Além de ser intrigante acompanhar essa época, que é desconhecida para nós, também é legal ver como Jamie e Claire reconstroem sua relação, afinal, em O Resgate no Mar eles não tem muito tempo para focar no relacionamento. Eles estão mais velhos, ficaram anos separados, é claro que precisariam de um revival e é muito bonito ver como o amor dos dois é resistente.

Temos a presença de Ian (o filho, não pai) também, que se torna praticamente um filho para nosso casal protagonista e ele rende muitas cenas engraçadas. John Grey e o Willie também aparecem e eu amei muito tudo isso, Jamie podendo ver seu filho mais velho e Claire o conhecendo foi lindo de se ver, tirando o fato de que Lorde John é um personagem muito carismático e sempre traz intrigas por onde passa, haha.

Já no século XX nós acompanhamos a vida de Brianna depois de ter mudado de faculdade e “perdido” a mãe ao passo que os sentimentos amorosos dela com Roger são aflorados ainda mais. Essas eram as partes mais legais de acompanhar. Não gosto muito de Roger, acho ele sem sal, mas Brianna é o que realmente importa e ela cumpre bem o papel sozinha.

Acredito que seja impossível falar da parte 2 sem citar um spoiler aqui. Quem não quiser, bem… Acho melhor já parar de ler por aqui.

Brianna viaja no tempo pelas pedras depois de descobrir que seus pais morreriam num incêndio com intenção de tentar salvá-los.

Outra coisa que acho importantíssima de ser ressaltada é que eu não indico esse livro para pessoas que tem gatilho com cenas de estupro. Temos uma cena de estupro extremamente explícita no meio do livro e foi muito pesado de ler.

Imagino que a Diana coloque tantos estupros em seus livros para mostrar que isso acontece de monte mesmo e talvez conscientizar, não sei, só sei que não acho necessário uma cena explícita para isso, dar a entender já é doloroso o suficiente, ver o acontecimento é… Demais, simplesmente. Para mim foi isso que tirou uns pontos do livro comigo, tem certas coisas que não precisa mostrar com tamanha precisão, acaba sendo apelativo.

Enfim, Brianna viaja sem avisar Roger, que acaba por ir atrás da amada, garantir sua segurança. Eu achava as partes dele as mais chatas, ele é um personagem muito monótono e desinteressante, Roger e Brianna não chegam nem perto de ser um casal tão bom quanto Jamie e Claire. Ademais, temos muitas cenas em alto mar novamente, já comentei o quanto não gosto de tramas assim, então não vou repetir, só digo que foi chato, poderia ser encurtado, na minha opinião.

Também temos Brianna conhecendo seu pai enfim! E eu gostei da cena em que eles se encontram porque foi bem realista, ninguém agiria com grandes emoções encontrando um pai de dois séculos antes do seu que você só ouvia falar. O clima foi um tanto estranho e acho que se uma absurdidade como essa acontecesse na vida real, seria daquela forma mesmo.

Os embates entre eles são frequentes, afinal, são dois Frasers, teimosos, impulsivos… Jamie assume um papel de verdadeiro pai protetor e, bem, digamos que ele fez uma leve cagada com isso que é o plot central de todo o livro. Não aprovo muito essas histórias que são levadas por um equívoco tolo, por falta de diálogo entre os personagens. Então isso me desagradou, mas com certeza varia de pessoa para pessoa, portanto não coloco como um ponto negativo, só digo que Diana poderia fazer uma coisa melhor. Fiquei entediada em alguns momentos, o que é muito raro considerando que estava lendo Outlander.

Ah, e teve toda essa trama movida por um mal-entendido de personagens, que no final acaba rendendo um certo “sacrifício” digamos assim. A palavra não se encaixa tão bem, mas não deixa de fazer sentido, eu fiquei muito triste com essa despedida e senti um pouco de raiva também, admito.

Tive outro problema com esse livro, mas não foi com a escrita, foi com a revisão. Especialmente no início havia uma repetição de termos que me incomodou profundamente, o “e” era o principal termo a ser repetido, contei 4 em somente uma linha e meia, existem pessoas que não se incomodam com isso, mas o foco do trabalho deveria ser o capricho, e repetição exacerbada passa longe disso.

Concluindo, a primeira parte é excelente, dividindo bem as narrativas entre o século XVIII e o XX, os problemas são notados principalmente na segunda, onde temos um enfoque num casal não tão carismático quanto Claire e Jamie e uma trama que poderia ter sido melhor. Ainda sou apaixonada por Outlander, mas é inegável que a qualidade vem caindo dos primeiros livros para cá. Não vou desistir da série, é claro, e estou ansiosa para ler A Cruz de Fogo, um pouco menos do que costumava ficar antes, mas entusiasmada, ainda assim. Sei que a Independência dos EUA, de 1776 está próxima, apesar de que talvez Jamie e Claire não cheguem a vê-la, né? Bom, de qualquer forma, vamos esperar para ver o que Diana nos guarda pela frente.

4 estrelas

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