Resenhas

RESENHA: Série Castles Ever After, de Tessa Dare.

Saiba minha opinião sobre a trilogia de romances de época Castles Ever After, da Tessa Dare.

Hoje eu decidi falar de um verdadeiro anjo aqui na Terra: Tessa Dare!

Uma das autoras queridinhas de romance de época. Para quem não sabe ainda, eu tive a oportunidade de conhecê-la na bienal desse ano, vocês podem encontrar meu relato desse momento clicando aqui.

Eu ainda não acabei de ler Spindle Cove, parei no terceiro, Dama da Meia-Noite, então não falarei dessa série por enquanto, vou falar de Castles Ever After, a trilogia, que já consegui ler inteira. Como de costume, dividirei a resenha, uma parte para cada livro, você procura aí qual quer ver, ou leia todas, também é bom, hahaha. Lembrando que estará em ordem cronológica.

Romance com o Duque:

romance com o duque

Sinopse:

Izzy sempre sonhou em viver um conto de fadas. Mas, por ora, ela teria que se contentar com aquela história dramática.

A doce Isolde Ophelia Goodnight, filha de um escritor famoso, cresceu cercada por contos de fadas e histórias com finais felizes. Ela acreditava em destino, em sonhos e, principalmente, no amor verdadeiro. Amor como o de Cressida e Ulric, personagens principais do romance de seu pai.

Romântica, ela aguardava ansiosamente pelo clímax de sua vida, quando o seu herói apareceria para salvá-la das injustiças do mundo e ela descobriria que um beijo de amor verdadeiro é capaz de curar qualquer ferida.

Mas, à medida que foi crescendo e se tornando uma mulher adulta, Izzy percebeu que nenhum daqueles contos eram reais. Ela era um patinho feio que não se tornou um cisne, sapos não viram príncipes, e ninguém da nobreza veio resgatá-la quando ela ficou órfã de mãe e pai e viu todos os seus bens serem transferidos para outra pessoa.

Até que sua história tem uma reviravolta: Izzy descobre que herdou um castelo em ruínas, provavelmente abandonado, em uma cidade distante. O que ela não imaginava é que aquele castelo já vinha com um duque…

Garanta seu exemplar

Antes de começar a resenha acho importante ressaltar que não há uma verdadeira continuidade dentre os livros dessa série, a única coisa em comum é que são mulheres herdando um castelo depois da morte de um determinado Lorde. Elas não são parentes, amigas nem nada assim.

No primeiro livro nós acompanhamos a chegada de Isolde (nome estranho, sim, hahahaha) à sua mais nova casa, um castelo! A única coisa que ela não esperava é que encontraria um duque nessa residência que deveria ser sua, um duque cego e rabugento.

Esse é o meu favorito da série, muito bom mesmo. Acredito que seja uma releitura de A Bela e a Fera, que é meu conto de fadas favorito, então como eu não amaria?

Izzy é uma mulher forte e bem humorada que bate de frente com Ransom. Esse livro me rendeu várias risadas, porque é muito engraçado ver como a relação dos dois vai crescendo. Ela, uma garota ingênua e sonhadora, ele, um homem ranzinza e mal-humorado. Outra coisa muito engraçada era o exército Mogliano, os fãs das histórias do pai da Izzy que a seguiam como ídola praticamente. Você se apaixona pelos personagens, torcendo por eles, e se diverte com as enrascadas que eles acabam se metendo. E são muitas!

Gostei muito dessas histórias do “pai” da Izzy, e a retratação de um fandom desses contos? Hahaha, sem dúvidas foi um dos pontos mais altos do enredo, junto com o casal, claro.

Acho que as divergências entre os protagonistas são o que os tornam um bom casal, digamos que essa é uma versão de Bela e a Fera um pouco mais picante e personificada, as patadas que eles trocam são muito espirituosas e risíveis, assim como as cenas hots são inspiradoras.

Outra coisa que eu achei interessante aqui é o fato de Izzy ter o cabelo cacheado, acho isso muito legal nos romances de época, cada mulher é diferente em sua forma e nesse gênero temos representações para todos os tipos! Existem as padrõezinhos, mas também existem aquelas que não se destacam muito, isso é muito bom. Tessa, especificamente, explora bastante esses pontos. Temos aqui a Izzy, mas também existe a Minerva de Uma Semana Para se Perder que usa óculos e ama geologia, a Kate de Dama da Meia-Noite, que tem uma marca de nascença a qual marca todo o seu rosto e a Susanna, de Uma Noite Para se Entregar, que é ruiva, alta e sardenta. Como eu disse no Série X Livros de Shadowhunters, representatividade importa sim!

Pois bem, indico esse livro para todos que gostem de um velho e bom romance de época. Nessa obra temos tudo aquilo esperado no gênero e um pouco mais ainda. Comecei a ler os livros da Tessa com esse, e valeu muito a pena, indico ainda mais para aqueles que ainda não entraram em contato com algum material da autora.

5 estrelas

Diga sim ao Marquês:

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Sinopse:

Vossa Excelência está convidada a comparecer ao romântico castelo Twill para celebrar o casamento da senhorita Clio Whitmore e… e…?

Aos 17 anos, Clio Whitmore tornou-se noiva de Piers Brandon, o elegante e refinado Marquês de Granville e um dos mais promissores diplomatas da Inglaterra. Era um sonho se tornando realidade! Ou melhor, um sonho que algum dia talvez se tornaria realidade…

Oito anos depois, ainda esperando o noivo marcar a data do casamento, Clio já tinha herdado um castelo, tinha amadurecido e não estava mais disposta a ser a piada da cidade. Basta! Ela estava decidida a romper o noivado. Bom… Isso se Rafe Brandon, um lutador implacável e irmão mais novo de Piers, não conseguir impedi-la.

Rafe, apesar de ser um dos canalhas mais notórios de Londres, prometeu ao irmão que cuidaria de tudo enquanto ele estivesse viajando a trabalho. Isso incluía não permitir que o Marquês perdesse a noiva. Por isso, está determinado a levar adiante os preparativos para o casamento, nem que ele mesmo tenha que planejar e organizar tudo.

Mas como um calejado lutador poderia convencer uma noiva desiludida a se casar? Simples: mostrando-lhe como pode ser apaixonante e divertido organizar um casamento. Assim, Rafe e Clio fazem um acordo: ele terá uma semana para convencê-la a dizer “sim” ao Marquês. Caso contrário, terá que assinar a dissolução do noivado em nome do irmão.

Agora, Rafe precisa concentrar seus punhos e sua força em flores, bolos, música, vestidos e decorações para convencer Clio de que um casamento sem amor é a escolha certa a se fazer. Mas, acima de tudo, ele precisa convencer a si mesmo de que não é ele que vai beijar aquela noiva.

Garanta seu exemplar

Também gostei bastante desse livro.

Como diz a sinopse, ele acompanha Clio, noiva do marquês de Granville há oito anos, que já está cansada de ser chacota da sociedade por esse casamento que não acontece nunca.

Achei a Clio muito emponderada, verdadeiramente uma moça a frente do seu tempo. Como ela recebe de herança um castelo e já não precisa de um homem para prover seu lá, tem ideias de criar uma fábrica de cervejas, abrir um negócio, o que para uma mulher do século XIX era algo quase impossível, certo? Só que ela não se desanima com isso, é a sua vontade e ela não abre mão.

O mocinho, Rafe, é um homem enorme, lutador de boxe, outra coisa incomum de se ver nos romances de época. Acontece que ele é irmão do Piers, noivo da Clio e também é considerado a ovelha negra da família, exatamente por se envolver com esse tipo de coisa. Ele é meio coração mole, claro, para constratar com seu físico.

É aquele tipo de livro que os mocinhos sempre se gostaram, só ainda não haviam se dado conta disso e é envolvente acompanhar o descobrimento dos sentimentos que existem entre os dois.

As irmãs de Clio também aparecem bastante no livro, a mais velha é um pé no saco, a caçula já era mais legal, seria interessante um conto sobre ela, inclusive. Piers aparece só no finalzinho, mas sua presença é decorrente durante todo o livro devido ao noivado infinito. Também tem o Bruno, amigo de Rafe, outro que merecia um conto só para ele.

Ademais, esse livro é mais fofinho que o outro. Em Romance com o Duque temos mais cenas picantes e mais humor, o que me faz colocá-lo como favorito, mas este também é muito bom e gostosinho de ler. Recomendo.

5 estrelas

A Noiva do Capitão:

a noiva do capitao

Sinopse:

Madeline possui muitas habilidades preciosas: é uma excelente desenhista, escreve cartas como ninguém e tem uma criatividade fora do comum. Mas se tem algo em que ela nunca consegue obter sucesso, por mais que tente, é em se sentir confortável quando está cercada por muitas pessoas… Chega a lhe faltar o ar!

Um baile para ser apresentada à Sociedade é o sonho de muitas garotas em idade para casar, mas é o pesadelo de Maddie. E, para escapar dessa obrigação, a jovem cria um suposto noivo: um capitão escocês. Ela coloca todo o seu amor em cartas destinadas ao querido – e imaginário – Capitão Logan MacKenzie e convence toda a sua família de que estão profunda e verdadeiramente apaixonados.

Maddie só não imaginava que o Capitão “MacFajuto” iria aparecer à sua porta, mais lindo do que ela descrevia em suas cartas apaixonadas e pronto para cobrar tudo o que ela lhe prometeu.

Garanta seu exemplar

Amo muito a Tessa, vocês já notaram isso, mas desse livro eu não gostei, preciso ser honesta.

Eu não sei se esse livro realmente foi inspirado em Outlander, mas os nomes de todos os soldados são iguais aos de lá e tem um ou outro ponto que me lembrou também.

A forma abrupta como Logan se casou com Madeline foi deveras desagradável, o modo como ele a intimida também não é muito legal e isso me deixou meio assim. Talvez seja para ressaltar seu caráter escocês? Talvez, mas não me agradou, preferia que fosse sensível como Jamie mesmo.

A premissa é ótima, afinal, imagina, você sonha com um highlander escocês e repentinamente ele aparece na porta da sua casa, perfeito, exatamente do jeito que imaginava? Quem não quer isso? Eu quero, e muito, hahahaha. Só que, não sei, acho que Madeline e Logan não tiveram muita química, por isso a história não deu tão certo quanto deveria.

Temos bastantes partes engraçadas nesse livro, especialmente com os personagens secundários, os homens do rengimento de Logan e tia Thea, que acredito ser minha personagem favorita desse livro. Além do humor, também há um pouco de drama, um dos homens de Logan tem uma história muito triste que faz o coração apertar em alguns momentos, os próprios mocinhos também têm dramas para serem apresentados. Penso que esse é o mais dramático da série, e isso que não o torna uma mediocridade completa. É interessante essa parte dos dramas, o problema fica realmente na relação dos mocinhos, que é um tanto sem sal.

Outra coisa legal de se acompanhar foi toda a questão das lagostas, essas cenas mostraram um dos únicos momentos realmente intrigantes que houveram entre os protagonistas.

3 estrelas

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