Vida de escritora

Diário de uma Escritora [01]: Um livro salvou a minha vida.

Um pouco de como está sendo minha experiência na escrita do meu primeiro livro.

Será que temos algum escritor acompanhando o blog?

Eu já falei algumas vezes aqui, mas para quem não viu ou está aqui pela primeira vez, eu sou escritora, trabalho com fanfics desde os meus 13 anos, tendo 6 espalhadas pela internet a fora (apenas duas terminadas, infelizmente), e esse ano decidi por um trabalho mais sério: Um livro.

Nesse primeiro post quero falar não sobre episódios específicos, mas sim sobre a minha experiência de uma forma ampla, como ela está influenciando na minha vida e no meu emocional.

Bom, eu sofro com transtorno de ansiedade e esse ano foi terrível para mim, tive uma crise muito forte entre janeiro e março e precisei começar um tratamento com medicamentos, de tão complexa que estava a situação cheguei a sentir alguns sintomas da depressão, ficando perto de desenvolvê-la, apesar de não ter acontecido, ainda bem. Mas o pouco que senti já foi o suficiente pra eu mudar toda minha perspectiva de vida, minha visão de mundo. Eu entendi um pouco do que leva uma pessoa a acabar com a própria vida. Não cheguei a sentir vontade de fazê-lo, mas compreendi que o suicida não quer exatamente morrer, ele só quer parar de sentir. Por muitos momentos eu quis parar de sentir, queria tirar aquele aperto do peito, aquela aflição da cabeça, só não sabia como.

A ideia do livro veio um pouco antes dessa crise forte. Pretendo ainda fazer um post sobre como tenho ideias para escrever histórias, mas aqui vou já falar brevemente. Eu tive um sonho, bem no início do ano, acho que foi lá pelo dia 3 ou 4 de janeiro, foi um sonho muito intenso, apesar de confuso em certos pontos. Eu acordei sem folego e uma das primeiras coisas que fiz foi mandar mensagem para a amiga que vivo citando aqui, a Laura, ela já me ajudava nas fanfics e quando contei para ela sobre esse sonho, brinquei que daria uma ótima história, ela concordou e deu a ideia do livro.

Eu sempre sonhei em escrever um.

Como leitora ávida desde a infância e escritora há mais de 4 anos, como não sonharia?

Imaginar-me pegando a primeira cópia de impressão na mão, autografar… Chega a dar um arrepio só de imaginar, principalmente agora que pode estar perto.

Enfim, eu sempre quis, mas como saber o momento certo para tanto?

Já tinha algumas ideias, uma delas tinha até mesmo compartilhado com uma prima com intuito de escrevermos juntas num futuro distante. Minha intenção era escrever apenas quando tivesse maturidade para isso, porque fanfics, precisamos ser honestos, ninguém espera qualidade nelas, assim como ninguém cobra também. Existem centenas de meninas com 12 anos escrevendo, então não é um trabalho de muito crédito, e eu queria algo bem feito.

Eu ainda não era tão madura quando comecei a escrever esse livro. Na verdade, meu amadurecimento de verdade se fez presente a partir de abril, depois de controlada a crise terrível que me assombrou durante dois meses ininterruptos. Tanto que logo que veio a ideia, eu já deixei aquela excitação infantil me dominar. No mesmo dia que ela me veio já tinha o prólogo e o primeiro capítulo escritos. Os 3 primeiros capítulos foram os mais fáceis de escrever, digamos. Na primeira semana de janeiro eu já os tinha completos.

O real problema começou a partir do quarto. Ali eu já estava com o transtorno de ansiedade me assombrando, e preciso admitir, aquela foi a narrativa mais íntima e intensa que eu escrevi em toda a minha vida, porque existem tópicos que me assombravam naquele momento e eu os coloquei para serem debatidos em forma de diálogo. Isso foi muito, muito importante para mim, eu estava vivendo um pesadelo. Nada me fazia aliviar aquela aflição que dominava todo o meu corpo, exceto a escrita.

Eu demorei para terminar esse capítulo em questão porque ele tem muito de mim, e ele também serviu para eu conhecer um pouco de mim mesma. Toda essa experiência, para falar verdade, está me fazendo conhecer mais de mim mesma.

Com o tratamento aquela agonia da ansiedade foi diminuindo, e com isso retomei minha vida normal. Agarrei-me as duas coisas que mais estavam vigentes na minha vida: O livro e a faculdade.

Foram as duas coisas que deram sentido para minha existência, e continuam dando, apesar de agora o livro se sobressair.

Parece um papo piegas e manjado, mas é verdade. Eu não estaria aqui se essas duas coisas não tivessem me dado metas, aspirações a serem alcançadas.

Depois de melhorar então, eu escrevi muito, passei de 4 capítulos para 19, o que é muito para mim, que sou perfeccionista de um modo que vocês não imaginam. Nem eu imaginava que era tanto até esse processo de escrita. Nos últimos tempos chego a estar me obrigando a apenas acabar de escrever o capitulo e fechar o arquivo para revisar depois, quando tudo estiver finalizado, porque senão eu mudo tudo a cada vez que vou ler e não termino nunca. Isso atacava minha ansiedade, e fazendo da forma atual não, então fica a dica para quem tem transtorno de ansiedade como eu.

Eu trabalho 24 horas por dia, sem brincadeira. Mesmo quando não estou escrevendo, minha mente está pensando na história ou em frases que ficariam bem colocadas. Até na faculdade, durante as aulas chatas, eu pego as notas do celular e fico escrevendo (aliás, tá aí um agradecimento válido pro final do livro, hahaha, obrigada pela boa função, Apple), isso tá tão presente no meu dia a dia e na minha cabeça que eu tenho medo de quando terminar. Quer dizer, estou ansiosa para isso, mas também sinto que vai ficar um vazio. Espero que retomar as fanfics, preencha esse vazio, pelo menos até eu me formar na faculdade, hahahaha.

É cansativo, tem dias que eu tenho vontade de sei lá, contratar alguém para escrever por mim, mas vale muito a pena. Cada sacrifício, cada crisezinha ansiosa… Por isso que o que vou falar aqui, é do fundo do meu coração: Não estou fazendo isso por dinheiro.

Estou querendo publicar de modo independente, porque esse trabalho é muito meu, como já disse, em tudo nele tem um pouco de mim, absolutamente tudo. Eu fiz a arte da capa, eu vou ser uma das revisoras finais e eu que o estou montando no formato correto. Tanto nas partes técnicas quanto na sentimental tem um pouco do meu coração. Pensei em mandar para editoras, mas tenho medo que eles tirem essa identidade da obra, que atualmente é tudo na minha vida.

Já publiquei o prólogo no Wattpad, ainda vou colocar mais 3 capítulos gratuitos por la, mas quando estiver realmente finalizado, pretendo publicar na Amazon e no iBooks, além de mandar para uma gráfica, para vender nas livrarias da minha cidade, mas o que importa é ter ele, senti-lo completo e saber de tudo que ele significa para mim. Existem centenas de pessoas que dizem que outras salvaram sua vida, ou que algum remédio ou tratamento o fizeram, mas quem diria que um livro poderia salvar a minha?

Com isso eu apresento a vocês a capa e a sinopse do meu bebê: Inalcançável.

Inalcançável
© Lee Avison / Trevillion Images

Sinopse:

Tessa e Josh tiveram uma criação deveras diferente.
Ela, filha de marquês, uma dama, recebendo toda educação e erudição permitida a uma mulher em sua posição. Ele, fruto da revolução industrial, entregando-se para o exército depois de completada a maioridade, foi agraciado com o título de conde após levar um tiro no joelho e, ainda assim, garantir vitória britânica em batalha. Não seria surpreendente se o destino deles nunca se cruzasse, mas depois de um noivado arranjado em acordo entre o próprio Josh e James, irmão de Tessa e Marquês de Hamilton, os dois têm o seus caminhos cruzados da forma mais íntima e sublime.
Nada poderia garantir que houvesse paixão entre eles, mas com o passar dos meses de matrimônio, foi impossível que não se vissem completamente envolvidos tanto física quanto sentimentalmente.
Seu casamento seguiria perfeito, se Josh não tivesse sido chamado de volta para o exército depois da morte do general Moore e, depois de certa pressão, ter aceitado, sendo obrigado a deixar a esposa segura, na casa do irmão, afastada de qualquer risco. Afastada dele.
Tessa se vê absolutamente perdida, sem o marido, longe de sua casa e de tudo que tanto se esforçara para construir no tempo longe da proteção de seu irmão, mas, no fim das contas, a pergunta que mais afligia seu coração era: Josh conseguiria, algum dia, voltar aos seus braços?

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