Resenhas

RESENHA: Série A Seleção

Saiba minha opinião sobre a série A Seleção

ATENÇÃO:  Existirão alguns spoilers no decorrer da resenha, os principais estarão marcados em vermelho para que, quem não os queira, possa continuar a leitura sem preocupações.

Bem, por pedidos, hoje vamos falar de uma série muito querida, que mora eternamente no meu coração, e que foi lida por mim cinco vezes.

Minha amada: A Seleção.

Talvez eu seja um pouco suspeita para falar, porque amo essa série com todo o meu ser, inclusive pretendo dar o nome da minha filha de América, quando tiver uma, mas, vamos lá, vou tentar ser mais imparcial.

Sinopse:

Nem todas as garotas querem ser princesas. America Singer, por exemplo, tem uma vida perfeitamente razoável, e se pudesse mudar alguma coisa nela desejaria ter um pouquinho mais de dinheiro e poder revelar seu namoro secreto.
Um dia, America topa se inscrever na Seleção só para agradar a mãe, certa de que não será sorteada para participar da competição em que o príncipe escolherá sua futura esposa.
Mas é claro que seu nome aparece na lista das Selecionadas, e depois disso sua vida nunca mais será a mesma…

A história acompanha America que, por um golpe inesperado do destino, é selecionada para um concurso com intuito de conquistar o príncipe, Maxon, podendo se tornar sua princesa.

Não preciso nem dizer o quão clichê essa história é, né? Só com a sinopse você já tem uma noção. Porém, eu não tenho nada contra clichês, principalmente com um tão bem trabalhado quanto esse.

A escrita de autora, Kiera Cass, é muito gostosa de se ler, você lê 100 páginas e nem vê que já passou tudo isso. Tanto que nas cinco vezes que li, teve algumas que o livro foi lido em apenas um dia por mim.

E só de lembrar da forma como eu conheci essa série… Chega a ser engraçado. Estava eu em Umuarama, porque meu irmão estava estudando por lá e eu e meus pais estávamos ajudando-o na adaptação, eu queria comprar Jogos Vorazes, que na época estava em seu ápice de sucesso e era muito difícil de encontrar. Não encontrei nem aqui em Foz, nem em Cascavel. Indo para Umuarama, também não encontrei, mas vi a capa de A Seleção e ela me chamou a atenção. Acho que como chama a de todo mundo.

Pois bem, meu pai comprou pra mim, mas eu ainda não esperava muita coisa, até mesmo porque não se julga um livro pela capa, certo?

Esse é um dos que faz jus à grandeza de sua capa.

Logicamente, não é um livro para mudar vidas, culto e super conceituado. Mas é conciso, te prende do início ao fim e tem personagens muito carismáticos.

Eu amo muito a America, sério, não é à toa que minha filha vai ter esse nome. Ela é teimosa, mas ao mesmo tempo corajosa e muito independente e inteligente. Maxon é um anjo, eu o amo muito também, Aspen não tem tanto carisma assim, mas tem seus charmes e assume bem o papel a qual é proposto para ele.

Até aquela coisa que muitos não aprovam de triângulo amoroso fica legal nessa série, porque é bem balanceado, você já imagina com quem America vai ficar, mas a autora não fica forçando muito para o outro lado também.

O primeiro livro é o mais fofinho. Ele me interessou desde as primeiras páginas, foi envolvente acompanhar aos poucos a relação de America e Maxon e o crescimento dela como personagem.

O segundo, vocês podem se surpreender com isso, mas é meu favorito. Eu adoro intrigas, já fiquem informados também. Intrigas, brigas e tudo mais. O final onde America descobre o segredo de Maxon… Nossa. Que final!

Eu não comecei a gostar de A Elite logo de cara, preciso admitir, só peguei gosto mesmo a partir do ocorrido com a Marlee. A partir daí o resto da leitura foi toda numa mesma tarde, é muitoooo bom, porque A Seleção ainda é tudo um tanto morno, a intenção deste é fazer você conhecer a história, o mundo onde os personagens vivem, com as castas e tudo mais, juntamente com os próprios personagens, é em A Elite que as coisas começam a agitar. É um vai e vem de emoções, ao menos para mim foi. Tinha horas que eu queria matar a America, outras que esse sentimento se passava para o Maxon, e, por fim, ao rei, obviamente. Ao menos eu prefiro uma leitura assim, que te faz muito mais do que apenas gostar, faz você viver aquelas sensações descritas ali, então eu amo e vou defender A Elite sim. Melhor livro da série.

A Escolha é o terceiro livro dessa série linda. Não me julguem mal, eu também gostei bastante de A Escolha e foi outro lido com apenas um dia da minha vida, mas eu acho o seu final um tanto falho.

Terão muitos SPOILERS a partir daqui, quem não quiser, já sabe. (Pule os 6 próximos parágrafos)

Eu gostei do ataque ao castelo em si, claro que tinha de ocorrer algo do tipo, seria um desperdício se não ocorresse, eu só acho que a utilidade da America poderia ter sido outra.

Eu acharia muito interessante e até ousado se a Kiera tivesse a colocado para lutar de alguma forma ao lado dos rebeldes. Não sei como exatamente, mas vocês não concordam que seria bem mais legal do que vê-la presa naquele esconderijo até tudo acabar? Representaria empoderamento feminino e mostraria um pouco mais da força que America demonstra desde o primeiro livro. Seria o que eu faria se fosse a Kiera.

Aqui é outra série que dá uma aula para A Rainha Vermelha, inclusive, rs. É assim que se faz uma “batalha” de verdade, Victoria, querida.

Meu coração dói só de pensar na Celeste. Pobrezinha, não queria que tivesse morrido. Deus, leva a Kriss e devolve a Celeste, por favor. Tudo bem que, de certo modo, ela acabou por pagar todas as trapaças que fez, mas ainda assim, ela tentou se redimir, coitada. Entendo a morte, mas como eu queria vê-la em um final feliz!

Todas as mortes aqui achei justificadas, apesar de dolorosas para quem lê. Acho que a única coisa que acabo dando uma reclamadinha mesmo é nesse ponto da America ter sido jogado no escanteio enquanto toda a treta acontecia, entendo que provavelmente ela morreria se ficasse lá no meio, mas gostaria de ver como a autora a colocaria no conflito.

Detalhe: Eu tinha uma fanfic aos 15 anos que era de A Seleção, não tinha muito a ver com a história em si, mas eu pretendia colocar uma batalha no final, onde a America de lá realmente participaria disso. Vou deixar o link aqui, minha escrita ainda era bem ruinzinha, mas é só pra mostrar que eu não critico a Kiera só por criticar, planejava mostrar o contraponto dessa crítica, haha.

A Herdeira e A Coroa eu preferia nem comentar, mas vamos lá.

Quando me falaram que A Seleção teria continuação, eu achei que seria uma sequência com a vida de casados de America e Maxon, o que seria uma escolha bem mais certeira, preciso admitir.

Eadlyn é terrivelmente chata, não tendo carisma suficiente para segurar dois livros sozinha e America e Maxon ficaram completamente descaracterizados nessa continuação.

Eles teriam cerca de 40, 50 anos, mas são colocados como se tivessem 70, prestes a bater as botas mesmo. Foi um erro de cálculo ou falta de noção mesmo? Não entendo.

Também não achei interessante acompanhar a seleção pelo ângulo da princesa, não dos selecionados. A premissa em si parecia boa, porque assim você não toma partidos, acaba por escolher o que realmente mais gostar, porém, não sei, algo deu errado nessa fórmula.

Eu só gostei do Kile e (SPOILER) nunca vou aceitar o fato de ele não ter sido o escolhido no final.

Eu considero só a trilogia original como A Seleção mesmo, prefiro ignorar os dois últimos livros, como se não existissem, pois foi erro atrás de erro. O desfecho foi o mais jogado e mal pensado possível.

(SPOILER) Uma monarquia parlamentar não é colocada em prática da noite pro dia, podia ficar aqui discorrendo sobre toda a revolução gloriosa que deu princípio à este modo de governo lá na Inglaterra, mas apenas vou deixar o link para quem tiver interesse, sem me estender no assunto e mostrar o quão jogado ficou em A Coroa.

A Escolha da Eadlyn também não teve a minha aprovação, preferia que ela tivesse ficado sozinha, teria sido uma moral mais proveitosa, decerto.

Algumas questões como assédio foram tratadas nesses dois livros, então não tiro o mérito, tinha algumas poucas intenções na escrita desse livro, mas muito possivelmente o dinheiro era o principal, o que explica a falta de qualidade e a descaracterização da trilogia original.

Indico muito os três primeiros livros, mas com os dois últimos o ideal é fingir que não existe, como eu faço, ou a chance de se decepcionar é grande.

Trilogia Original:

4 estrelas

Dois livros posteriores:

2 estrelas

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