Resenhas

Resenha: Sherlock Holmes – um Estudo em Vermelho

“Um estudo em vermelho’ é a primeira história de Sherlock Holmes e o primeiro livro publicado por Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930). Muito menos do que um livro de estréia, esta história nasceu clássica, com seu ritmo vertiginoso de suspense e mistério que consagraria seu protagonista Sherlock Holmes como o mais apaixonante e popular detetive da história da literatura. ‘Um estudo em vermelho’ propõe um enigma terrível e invencível para a polícia, que pede auxílio a Holmes – um homem é encontrado morto, sem ferimentos e cercado de manchas de sangue. Em seu rosto uma expressão de pavor. Um caso para Sherlock Holmes e suas fascinantes deduções narrado por seu amigo Dr. Watson, interlocutor sempre atento e não raro maravilhado com a inteligência e talento do detetive.”

Eu sempre tive uma paixão enorme pelo nome Sherlock Holmes. Desde pequena, achava incrível o homem que desvendava os crimes utilizando apenas a inteligência. A questão é que eu nunca tinha lido nenhum dos livros e assistido à apenas um filme.

Ano passado, assisti à série Sherlock da BBC. Ninguém pode confirmar isso melhor que a Thais, eu queria que o mundo compartilhasse do meu amor pela série.

Como vocês sabem, nós fomos para a bienal do livro em São Paulo esse ano. Um dos livros que comprei foi Sherlock Holmes – um Estudo em Vermelho. Por ser um livro curto, eu já sabia que seria um dos primeiros que eu leria.

Com suas 95 páginas, li inteiro em dois dias. Amei o livro e me prendeu do início ao fim. No começo, achei tudo rápido demais. Os diálogos são rápidos e não dão espaço para enrolação. Mas depois percebi que é ótimo já que o ponto é desvendar o mistério, não desenvolver relacionamentos.

O livro é dividido em duas partes. A primeira é narrada por Watson e cumpre aquilo que diz a sinopse, mostrando como ele vai se impressionando pelas habilidades de Sherlock.

A narrativa em primeira pessoa encaixou bem com o livro já que você se coloca no lugar de John, tendo dúvidas e ficando curioso com as deduções feitas pelo outro.

A segunda parte me deixou confusa no começo. Uma história que começa a ser contada completamente do nada. Achei interessante depois de descobrir o que era de fato. O mistério já havia sido resolvido (mesmo que ainda não soubéssemos o que levou Sherlock até certas conclusões) e a história nos leva a entender o porquê do assassino ter feito o que fez.

Por mais que a história tenha sido jogada ali no meio, não vejo como o autor poderia tê-la contado de uma maneira diferente. Por esse motivo, não tiro pontos do livro.

No final, temos Sherlock explicando a Watson como resolveu o assassinato. Quem assistiu a série toda já está um pouco mais acostumado com as deduções. Em alguns momentos, como quando ele disse que o assassino chegou ao local de táxi, você já é capaz de descobrir por si próprio.

Gostei disso? Não. Por mais que eu tenha me sentido A detetive em alguns momentos, acho que isso tirou um pouco o que o autor tentou criar com a primeira pessoa de Watson, tirou um pouco aquela curiosidade sobre as deduções feitas por Sherlock.

Em geral, achei o livro muito bom. Não posso dizer que foi maravilhoso, o melhor de minha vida, mas me prendeu do começo ao fim.

Uma história de vingança por algo que aconteceu anos atrás, bem construída e que foca no ponto principal (a resolução do mistério).

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